
Lacen tem 600 exames aguardando na fila e todos de pessoas com suspeita do Covid-19, contra apenas 100 de ontem. Foto: Reprodução/ FaceBook
O laboratório Central (Lacen), da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), tem 600 exames aguardando resultados. “Olhe que só coletamos os casos suspeitos de Covid-19“, ressalvou a diretora da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Rosemary Costa Pinto.
O número de casos aumentou e os responsáveis pela mídia do governo demonstraram um pouco mais de preocupação.
A diretora confirmou que, na véspera, havia apenas 100 testes pendentes para o vírus. Ela estimou que, entre o fim de abril e o começo de maio, aconteça o pico da síndrome gripal provocada pelo Coronavírus. “Há muita gente ainda circulando, muita aglomeração, muito carro circulando. O vírus não anda sozinho e precisa de transmissão humana. Fique em casa. É a única forma de não contrair o vírus”, disse.
O secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, disse que foram recebidos 9,6 mil testes rápidos do Ministério da Saúde (MS). “Metade vai para o interior e metade fica na capital. A recomendação técnica é que a gente priorize os profissionais de saúde. São eles que ficam na linha de frente. Também servem para fazer a segregação de pacientes, ou seja, aqueles que apresentam sintomas de gripe. Sintomas que preenchem os requisitos do Covid-19”, disse Tobias.
O secretário fez uma ressalva: “30% dão ‘falso negativo”, ou seja, ainda precisam do resultado de outro exame, a ser feito pelo Lacen. Mas representam um avanço”, acrescentou o secretário.
Os testes enviados pelo MS são oriundos da China. O Portal teve acesso à informação de que, em mais uma semana, testes coreanos chegarão ao Estado. “Eles são mais exatos e sem ‘falso negativo’, melhorando bastante o trabalho da saúde”, disse a fonte.
Rodrigo Tobias comentou a frase, atribuída a ele, de que “no domingo, o sistema de saúde do Amazonas entra em colapso”. “O sistema é limitado. Temos que quebrar a cadeia de transmissão do vírus (ficando em casa) ou não conseguiremos dominar a pandemia”, disse.
O secretário confirmou o risco de colapso na saúde do Amazonas, caso o número de casos exploda.
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