
AM compra 30 mil testes rápidos e quer duplicar capacidade do Lacen. Foto: Divulgação
Com 54 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) e 21 em investigação no Amazonas, aguardando o resultado de exames, o Estado se prepara para contar com até 750 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) contando hospitais da rede pública e da privada, além de buscar duplicar a capacidade de realizar testes para a infecção.
Quatro pacientes estão internados, divididos entre o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Delphina Aziz, que é referência para os casos graves da doença, e na rede privada. Sete novos casos deram positivo nas últimas 24 horas. Dos confirmados, há 1 óbito, do paciente que veio de Parintins, e 49 estão em tratamento domiciliar, em isolamento.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25/03), durante coletiva de imprensa online concedida pelo governador Wilson Lima e a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto.
O Estado está adquirindo 30 mil kits de testes rápidos, comprados via Brasília, que devem chegar em 10 dias, ampliando a capacidade de testagem do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen).
Foram realizados já 174 testes, com 104 descartados. “Do total, 80% dos infectados que temos são de casos importados. Hoje nossa capacidade de testagem é de 48 testes por dia, que foi o que já realizamos num dia. Com a aquisição de novos equipamentos e alocação de recursos humanos para o Lacen pretendemos duplicar e até triplicar essa capacidade”, disse Rosemary.
Os pacientes que não estão internados estão em isolamento domiciliar, monitorados e acompanhados diariamente por profissionais de saúde.
Segundo Rosemary, o Amazonas continua com maior número de doentes importados, que vieram de outros países ou Estados onde já há a transmissão comunitária. O Estado ainda segue com um protocolo de transmissão local.
O Ministério da Saúde anunciou que há transmissão comunitária no País. Na transmissão local é quando se identifica os pacientes infectados pelos “importados”.
A fase de transmissão comunitária é a que não se pode mais identificar quem passou para quem. “Nós estamos em fase de transmissão local. Mas o país inteiro hoje vive uma situação, principalmente grandes estados da federação, uma situação em que já não se consegue mais saber quem transmitiu para quem e a tendência é essa”, disse a epidemiologista, ressaltando que a forma mais eficaz de não contrair o novo coronavírus é ficando em casa.
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