
Governador anuncia que AM pode chegar a ter 750 leitos de UTI para atender casos graves de Covid-19. Foto: Reprodução
Trabalhando com um cenário para atender o aumento de casos graves provocados pelo novo coronavírus, o Estado do Amazonas poderá chegar a contar com 750 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com ampliação da rede hospitalar estadual e privada. O anúncio foi feito pelo governador Wilson Lima, durante coletiva online para atualização dos novos casos de Covid-19 no Estado, nesta quarta-feira (25).
Os leitos na rede estadual serão do Hospital Delphina Aziz, que é referência para o atendimento de pacientes graves do vírus, que hoje tem 50 leitos disponíveis, e do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV). No Delphina, a capacidade de expansão é para até 350 unidades.
Divididas em fases, conforme a necessidade e avanço da doença, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) planeja a ampliação e centralização dos atendimentos graves no Hospital e Pronto-Socorro Zona Norte (Delphina Aziz).
Conforme análise da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das pessoas acometidas pela Covid-19 apresentam sintomas leves, apenas 20% agravam e, desses, 5% irão apresentar complicações, precisando de internação em UTI.
Questionado sobre a possibilidade do uso de outros equipamentos do Estado, como estádio de futebol, a Arena da Amazônia, para a expansão de leitos, o governador disse que no momento não há essa medida, e que a prioridade é usar os espaços do próprio Delphina Aziz, como estacionamento da unidade hospitalar.
“Diferente dos demais estados, nós temos uma situação no Amazonas em que nós temos capacidade de expansão do quantitativo de leitos dentro de estruturas prontas. Optamos por ampliação de leito nas unidades em que nós já temos leitos, como é o caso do Delphina, que pode chegar aos 350 leitos”, explicou a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Rosemary Pinto.
Como medida preventiva, a Susam definiu que, a partir desta segunda-feira (23/03), o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz atuará exclusivamente como unidade hospitalar de retaguarda para os casos graves suspeitos/confirmados da doença.
Veja mais notícias em Cidade