
Outros vírus circulam no Amazonas no período de chuvas. Foto: Divulgação
Neste período de fortes chuvas que corresponde ao inverno amazônico, gripes e resfriados circulam no Amazonas. A 11ª edição do Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas, divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) nesta quinta-feira (19), aponta para 329 casos de SRAG. O boletim corresponde à análise de notificação de novembro de 2019 a 18 de março de 2020.
A SRAG está relacionada a infecções respiratórias, conforme explicou a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, epidemiologista de formação. “As infecções podem ser provocadas por diversos agentes etiológicos entre os mais comuns vírus e bactérias, e este é o momento do ano de maior ocorrência, por isso a importância de medidas protetivas individuais”, disse.
Rosemary aproveitou para esclarecer aonde procurar o atendimento. “As unidades básicas de saúde estão aptas para receber pacientes com quadro leve de gripes, e as unidades de pronto atendimento devem ser utilizadas por aqueles pacientes que têm sinais de gravidade, como por exemplo, desconforto respiratório (falta de ar)”, disse.
A diretora reforçou as medidas de prevenção para que a população se previna, evitando, inclusive, a aglomeração de pessoas. “Mantenham os hábitos de higiene, como a lavagem das mãos com maior frequência, se resguarde evitando a circulação desnecessária pela cidade”, disse Rosemary.
Conforme a 11ª edição do Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas, foram notificados 329 casos de SRAG. Desses, 60 confirmados para vírus respiratórios com 62 vírus identificados (dois dos pacientes apresentaram mais de um vírus).
Desse total, são 23 casos por Adenovírus, 15 casos de influenza B, 11 para Vírus Sincicial Respiratório (VRS), cinco para Metapneumovírus, quatro para Influenza A (H1N1), três para Parainfluenza 1 e um para outros vírus respiratórios.
O boletim aponta que, no total, foram registrados, desde novembro, 39 óbitos por SRAG. Desses, nove foram por vírus respiratórios e 30 por outras síndromes respiratórias não virais. Dos nove óbitos, todos são residentes de Manaus, três por Influenza B, quatro Adenovírus, um VRS e um Metapenumovírus.
Ainda em relação aos óbitos, 86% das vítimas apresentavam pelo menos um fator de risco respiratório, com 66% respectivamente em pacientes idosos, cardiovasculares ou com diabetes, 50% pneumopatas e 16% em crianças de 1 a 4 anos.
A FVS-AM informou nesta quinta-feira (19) a situação epidemiológica de Covid-19. O Amazonas tem até o momento 52 casos notificados como suspeitos de Covid-19, sendo 42 descartados, 7 em investigação e 3 confirmados. Todos os pacientes suspeitos em investigação apresentaram sintomas gripais com histórico de viagem recente. Após atendimento, eles foram liberados, com a recomendação de isolamento social até o resultado dos exames.
Segundo a FVS, apenas são contabilizados os exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-FVS). Mesmo os laboratórios particulares, quando identificam um caso positivo, devem encaminhar uma amostra ao Lacen-AM para contraprova, para qualificação do resultado.
A FVS-AM informa que a rede de saúde se encontra abastecida com o antiviral indicado para o tratamento da Influenza. O Ministério da Saúde recomenda que ele seja ministrado até 48h após o início dos sintomas.
A FVS-AM aponta que é esperado o aumento de casos de síndromes respiratórias nos primeiros meses do ano, devido ao período chuvoso no Amazonas, e reforça as medidas de prevenção e controle, como por exemplo, a lavagem frequente das mãos com água e sabão, o uso de álcool gel a 70%, evitar contato com pessoas gripadas e lugares aglomerados, etiqueta da tosse (evitando-se tossir diretamente nas mãos, mas sim na curva interna do braço), uso de lenços descartáveis, uso de máscaras, repouso adequado, boa hidratação e alimentação equilibrada.
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