
MP e OAB-AM repudiam declarações do perito Molina atacando promotores e advogados. Foto: Divulgação
O polêmico perito Ricardo Molina gravou um vídeo, que circulou em redes sociais, no qual citava e acusava promotores de Justiça do Amazonas e advogados da capital de difamação. Na gravação, Molina ainda citou que teria recebido uma “proposta” para atender a um caso em julgamento no Estado.
Nesta quarta-feira (12), o Ministério Público do Amazonas e a Ordem dos Advogados do Brasil Amazonas (OAB-AM) emitiram nota de repúdio quanto às declarações do perito.
A Procuradoria-Geral de Justiça, do Ministério Público do Amazonas, disse que os ataques foram dirigidos a promotores de Justiça que atuaram no julgamento do réu Milton César Freire da Silva, condenado pela morte da ex-mulher dele, a perita da Polícia Civil do Amazonas, Lorena dos Santos Batista, crime ocorrido em julho de 2010.
“A atuação dos membros do Ministério Público foi tecnicamente impecável e eticamente indiscutível, não havendo qualquer sinal que venha pôr em dúvida a correção profissional e honestidade dos senhores promotores, neste ou em outros casos”, completa a nota.
A Procuradoria-Geral de Justiça reitera integral apoio ao trabalho levado a efeito pelos diligentes promotores de Justiça José Augusto Taveira e Armando Gurgel , na certeza de que a verdade e a Justiça almejadas foram e serão sempre esclarecidas em plenário, foro concebido pela Constituição da República para dirimir questões dessa natureza.
O MP informa que reclamações e denúncias contra membros da instituição tem canais conhecidos e sólidos, que estão sempre abertos para receberem a manifestação de qualquer cidadão. “Reclamações via redes sociais, baseadas em “ouvi falar”, denotam fraqueza de argumentos”.
A nota é assinada pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque.
A OAB-AM e a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas no Amazonas (ABRACRIM-AM) também repudiaram o que classificaram de “insinuações infundadas” de Ricardo Molina, o qual tentou atingir os advogados Catharina Estrella, Josemar Berçot Junior e Diego Gonçalves, que atuaram no caso Lorena Baptista, no exercício da missão da Advocacia na qualidade de Assistentes da Acusação.
“As falas perpetradas pelo senhor perito tentam, frustradamente, constranger o livre exercício da atividade profissional de advogados reconhecidamente cumpridores de seus direitos e deveres”.
A nota da ordem diz ainda que “a associação de casos absolutamente distintos se revela como mecanismo de debate que foge da técnica processual/jurídica/probatória e que em nada contribui para a missão de busca pela Justiça, especialmente, quando se relativiza a verdade dos fatos. A liberdade da Advocacia não se intimida com esse tipo de atitude”.