
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,21, com alta de R$ 0,025 (0,58%). Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Bolsa de Valores caiu nesta segunda-feira (27). O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,21, com alta de R$ 0,025 (0,58%) – o maior valor em mais de um mês e meio. O dia tenso no mercado foi marcado pelo receio de que o coronavírus provoque impactos na segunda maior economia mundial.
A divisa está no maior valor de fechamento desde 2 de dezembro (R$ 4,214). O dólar operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 13h30, chegou a ultrapassar R$ 4,23. A moeda norte-americana acumula valorização de 4,91% em 2020.
A volatilidade também refletiu-se na cotação do euro, que fechou o dia vendido a R$ 4,637, com alta de 0,54%.
No mercado de ações, o dia também foi de instabilidade. O Ibovespa, índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia em forte queda de 3,29%, aos 114.482 pontos. O indicador recuou para o menor nível desde 18 de dezembro.
A sessão foi marcada pelo receio de que o novo vírus descoberto na China traga impactos para a segunda maior economia do planeta.
O país asiático confirmou, nesta segunda-feira, a sexta morte pelo coronavírus, que provoca pneumonia. A China e países próximos adotaram medidas para conter a disseminação da doença.
O confinamento dos habitantes de diversas cidades afetadas pela doença reduz a produção e o consumo da China. A expectativa de desaceleração da economia chinesa impacta diretamente países como o Brasil, que exporta diversos produtos, principalmente commodities (bens primários com cotação internacional) para o país asiático
Com menos exportações, menos dólares entram no país, pressionando a cotação para cima.
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