Pais, alunos e professores realizaram uma manifestação na tarde desta quinta-feira (2) em frente a Escola Estadual Tiradentes, localizada na Avenida Codajás, bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus. A manifestação é um ato de repúdio após a decisão da Secretaria de Estado de Educação de Qualidade de Ensino (Seduc) de transformar a unidade de ensino em um anexo do Colégio Militar da Polícia Militar I – CMPM I.
A manifestação tem o apoio do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (ASPROM SINDICAL). Nesta quinta, o Sindicato emitiu uma nota de repúdio contra a decisão. No documento o sindicato afirma que a decisão “prejudica toda uma comunidade escolar que tem 45 anos de história”. Ainda de acordo com a nota divulgada, a transformação da unidade de ensino em anexo do CMPM I afetaria também os funcionários da escola, que teriam que procurar outros locais para estudar e trabalhar.
A reportagem solicitou nota da Seduc quanto ao andamento da decisão de transformar a unidade de ensino em anexo do CMPM I, mas até a publicação da matéria não obteve resposta.
Confira a nota na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus – ASPROM SINDICAL vem através desta nota repudiar veementemente a postura intransigente e antidemocrática do Secretário de Educação do Amazonas Vicente Nogueira, que prossegue com a decisão de transformar a EE Tiradentes em anexo do CMPM I, prejudicando toda uma comunidade escolar que tem 45 anos de história que agora está prestes a ser finalizada, visto que alunos e professores da referida escola, pela decisão unilateral do Governo Wilson Lima, terão que procurar outras escolas para estudarem e trabalharem.
A comunidade está buscando de todas as maneiras uma solução para o problema, entre manifestações de rua, atos públicos, abaixo-assinados, como também procurou o apoio do MPE, que moveu uma ação judicial contra a decisão administrativa do Secretário de Educação Vicente Nogueira, por considerá-la injusta e por entender os motivos apresentados pela comunidade da EE Tiradentes que se sente desmerecida e desrespeitada em seus direitos.
O ASPROM SINDICAL apela para que o secretário Vicente Nogueira aja com prudência e bom senso a fim de atender a reivindicação e os clamores dos alunos, pais, professores e comunitários da Escola Tiradentes, visto que estes, inclusive, já apresentaram as possíveis soluções para a resolução de toda esta situação. O ASPROM SINDICAL apela também para que a decisão judicial seja favorável aos alunos e professores da EE Tiradentes, visto que o direito legal dos alunos de estudarem próximo de suas residências deve ser respeitado e assegurado pelo Estado e defendido pelo Poder Judiciário.
Manaus, 02 de Janeiro de 2020.
A DIRETORIA.