
20 dias depois de preso, Alejandro deixa a cadeia após decisão de ministro do STJ. Foto: Arquivo
Exatos 20 dias após ficar preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), Alejandro Molina Valeiko deixou o sistema prisional do Amazonas por volta das 20h desta sexta-feira (27), depois de decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O habeas corpus impetrado pela defesa foi concedido nesta quinta (26), pelo presidente do Superior, ministro João Otávio Noronha. Outros dois envolvidos no homicídio do engenheiro Flavio Rodrigues dos Santos, o lutador de MMA Mayk Paredes e o sargento da Polícia Militar Elizeu da Paz, continuam detidos. Alejandro não teve prisão domiciliar convertida e vai aguardar o julgamento em liberdade, mas com o uso de tornozeleira eletrônica.
Entre as medidas cautelares que ele terá que cumprir, além do uso da tornozeleira, Alejandro deverá ficar em casa no período noturno e não pode deixar a cidade. Deverá mensalmente se apresentar à Justiça.
Segundo o ministro, “não há clareza quanto à dimensão dos crimes que lhe são imputados”. Noronha justifica que, apesar do entendimento firmado pelo STF que restringe a concessão de habeas corpus, nos casos em que fica caracterizado constrangimento ilegal, o tribunal precisa se manifestar a favor do paciente (no caso, Alejandro). E completa que, nesse caso, uma análise preliminar indica estarem presentes os requisitos para a soltura.
O homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos ocorreu na noite do dia 29 de setembro após uma festa na casa de Valeiko. O corpo da vítima foi encontrado no dia seguinte no bairro Tarumã, na zona Oeste de Manaus.