
MAP insiste que falta de estrutura em aeroportos levou ao cancelamento de voos no AM. Foto: Evandro Seixas
Depois das explicações do gestor responsável pela MAP/Passaredo, Eric Consoli, o presidente da Comissão de Transportes, Trânsito e Mobilidade (CTTM), deputado Roberto Cidade (PV), sugeriu a união de todos, governo, empresa, prefeituras e a Assembleia Legislativa para que a situação dos voos ao interior do estado seja normalizada e ampliada.
O gestor da empresa, Eric Consoli informou que o principal motivo para o cancelamento dos voos foi a falta de estrutura dos aeroportos no interior.
O parlamentar destacou ainda a vinda dos representantes da empresa de transporte aéreo, como o primeiro passo, para se chegar a um denominador comum.
“A vinda da empresa a essa Casa, demonstra a responsabilidade e interesse de resolver a situação. Vou conversar com o governador Wilson Lima e vamos marcar uma audiência pública com as prefeituras e demais interessados para que possamos, além de resolver, ainda melhorar os serviços oferecidos nos municípios”, destacou.
Consoli reforçou a parceria entre governo, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Secretaria Estadual de Turismo, Map e as prefeituras. Segundo ele, os voos para Lábrea e Carauari, com aeronaves de menor porte, vão voltar na próxima semana.
“São questões simples de resolver. Basta alguns ajustes nos aeroportos, como por exemplo, no de Eirunepé. O local precisa de uma restrição na área para impedir que animais, como gado, estejam na pista na hora de saída ou chegada da aeronave”, pontuou.
“Precisamos que as cidades estejam alinhadas e prontas para receber esses voos. No plano de desenvolvimento da MAP, há previsão de mais quatro aviões para a região, em 2020”, destacou.
Os voos cancelados no estado foram para Barcelos, Coari, Eirunepé e Tefé. Já para São Gabriel da Cachoeira, Parintins, Carauari e Lábrea, de acordo com o gestor houve apenas a suspensão dos voos.
Sobre a falta de apoio denunciada por clientes com viagem cancelada, o gestor explicou que a comunicação é feita por email e via telefônica e poucos não conseguiram contato.
A audiência pública ainda está sem data prevista, mas o deputado Roberto Cidade reafirmou a intenção de realizar o mais breve possível.