
No Amazonas, apenas 7,8% dos trabalhadores estão associados a um sindicato. A informação faz parte do último levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018 (PNADc), que traz características adicionais do mercado de trabalho no período de 2012 até o ano passado.
Divulgada nesta quarta-feira (18/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa apresenta dados sobre a associação de pessoas ocupadas a sindicato; a associação à cooperativa de trabalho ou produção; turno trabalhado; registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), entre outros.
Fazendo uma comparação entre 2017 e 2018, houve queda de 2,2 pontos percentuais no número de pessoas sindicalizadas no Amazonas, que antes representavam 10%.
“Essa diminuição de pessoas sindicalizadas vem acontecendo em todo o país, e uma das explicações é a extinção da contribuição sindical obrigatória da reforma trabalhista de 2017”, diz o IBGE. Outra explicação é a redução do número de pessoas ocupadas com carteira assinada, pois são essas as pessoas que mais se associam a sindicatos.
A queda desse percentual vem ocorrendo ano após ano. Em 2012, os sindicalizados representavam 15,9% das pessoas ocupadas no Amazonas. Em 2018, o índice chegou a 7,8%.
Esse baixo percentual de trabalhadores associados a sindicato colocou o Amazonas no 24º lugar entre as 27 Unidades da Federação, sendo, portanto, um dos Estados com menor percentual de pessoas ocupadas e associadas a sindicato. Segundo o IBGE, os Estados com percentual ainda menor são Tocantins (5,8%), Roraima (6,7%) e Alagoas (6,7%).
O resultado amazonense seguiu a média nacional, já que o ano de 2018 teve a mais intensa queda dos últimos seis anos no número de associados a sindicatos. Conforme a pesquisa, mesmo com o aumento de cerca de 1,3 milhão na população ocupada, os sindicatos perderam mais de 1,5 milhão de associados no ano passado.
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