
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para negar a volta do imposto sindical. No Twitter, ele explicou que existe, na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC-136), de autoria dos parlamentares, sendo um deles o deputado do Marcelo Ramos (PL), que trocou farpas com seguidores do presidente.
“Não procede a notícia de que o nosso governo se prepara para a volta do Imposto Sindical”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira (9).
A PEC reestrutura a atividade sindical no Brasil. O texto prevê várias medidas, como o fim da exclusividade sindical. Sindicatos cartoriais, sem associados, não terão mais unicidade. A unicidade sindical impede o fracionamento dos sindicatos e proíbe o estabelecimento de mais de um sindicato representativo de uma categoria na mesma base territorial.
Segundo o site O Antagonista, Ramos foi convencido pelo colega Paulo Martins a retirar do texto original os artigos que tratam do retorno do imposto sindical e da criação de um Conselho Nacional de Organização Sindical.
“Eu sempre fui contra o imposto sindical e ele me convenceu de que o texto da PEC era dúbio. Então chegamos a um acordo para que o Fabio Trad apresente na CCJ um complemento de voto, retirando do texto original esses dois artigos polêmicos”, afirmou ao O Antagonista.
Nas redes sociais, Ramos trocou farpas com seguidores do presidente Bolsonaro. “Obrigado minions. Desde ontem vocês estão me fazendo ganhar seguidores em todo o Brasil. Quando vocês atacam muito alguém todos os sensatos do país percebem que a pessoa merece respeito. Obrigado!!! Ajudem mais um pouco esse fim de semana”, disse Marcelo em publicação na última sexta-feira (7), em seu perfil no Twitter.
Na publicação, seguidores criticaram o deputado. Um dos internautas disse: “Sindicalista travestido… Seu PL em nada irá resultar”. Outro pergunta “para quê ressuscitar os sindicatos”.
Em outras publicações, Marcelo afirma que não há retorno do imposto sindical.