
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A cada dez brasileiros, oito pretendem ir às compras nesta edição da Black Friday nesta sexta-feira (29). De acordo com o Instituto Locomotiva, que entrevistou 1.770 pessoas entre os dias 1 e 9 de novembro, a expectativa é que 130 milhões de adultos adquiram algum produto, em todo o país.
O estudo destaca, ainda, dados específicos sobre grupos populacionais. No caso das classes D e E, 86% pretendem aproveitar a ação promocional para comprar. Entre pessoas da classe C, a intenção de compra é semelhante (77%). A margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais.
Na opinião das pessoas entrevistadas para a pesquisa, os eletrônicos são os itens que mais valem a pena serem comprados na data. Os descontos aplicados em compras de celulares e eletrodomésticos também são aguardados.
O público consultado aposta ainda em boas oportunidades para compra de móveis e calçados. As roupas e os produtos de beleza são objeto de desejo, principalmente, entre pessoas com renda mais baixa.
Fechar negócios com preços mais em conta é a promessa da data que se consolidou nos Estados Unidos a partir de 1980. No Brasil, a Black Friday foi se popularizando somente a partir de 2010. Conforme destaca o Instituto Locomotiva, no ano passado, foi registrado um recorde de vendas em território brasileiro.
O presidente do instituto, Renato Meirelles, afirma que o ápice no volume de comercialização deve ser superado este ano. Segundo ele, o consumidor vem aumentando sua vigilância para identificar “maquiagens de desconto”, isto é, situações em que as lojas acabam induzindo os clientes a adquirir os produtos por um preço maior do que o anunciado.
Economistas recomendam não agir por impulso na hora da compra ou fazê-las sob aspectos emocionais, uma vez que o ideal é que haja um planejamento para não comprometer rendas extras que podem ajudar com gastos de início de ano com compras que não agreguem valor às reais necessidades do consumidor.
“Primeiramente o consumidor deve pesquisar bem e checar se o valor vale que está sendo anunciado vale a pena. Nesse sentido, a Internet é um facilitador. Porque, se a diferença for pouco abaixo do preço comum, você pode se programar para comprar com folga no orçamento, sem se deixar levar pelo impulso da data”, explica o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Francisco de Assis Mourão Jr.
Ele lembra ainda que os gastos com Natal, com ceia e presentes para família, além dos custos de início de ano como matrícula, material escolar, IPVA, IPTU, entre outros, podem ser minimizados com planejamento e aí entra a compra somente dentro do que está previsto na folga do orçamento.
“Tem que colocar tudo no papel: a renda, quais são os gastos fixos, para poder identificar quanto de brecha para compras seu salário permite. Importante ressaltar que cheque especial e cartão são para emergência e compra de longo prazo, não pode ser usado como um complemento do salário”, disse Mourão Jr.
Ele indica ainda a utilização de aplicativos para ajudar no controle financeiro diário. “Com esse controle, você determina qual a porcentagem que você pode ocupar para poupar e realizar o seu sonho”, completou.
1 – Pesquisar bem e com antecedência
Apesar da pesquisa ser o primeiro princípio para quem quer comprar algo fora dos gastos usuais, durante a Black Friday o cuidado deve ser redobrado. Os preços podem variar bastante entre as lojas físicas e e-commerces. Além disso, a prática evita que você acabe caindo no conto do “metade do dobro”, quando as empresas aumentam o preço do produto antes para, no dia da promoção, anunciar como desconto o valor do preço normal.
2 – Fique atento às formas de pagamento
Para os consumidores que pretendem pagar à vista, boa parte das lojas físicas e online concedem descontos extras (5 a 12%) para pagamento em dinheiro ou no boleto, então vale a pena pechinchar e tentar os melhores preços.
3 – Conheça o Código de Defesa do Consumidor
O que muitas pessoas não sabem é que, apesar das ofertas, os direitos são os mesmos em relação aos produtos comprados na Black Friday ou em outra época do ano, seja nas lojas físicas, seja no e-commerce, ou produtos de mostruário. Por isso, em caso de violação, é importante que o consumidor saiba o que é direito dele.
4 – Prefira lojas e sites confiáveis
Isso evita a dor de cabeça de pagar por um item diferente do que você comprou, que possa vir com defeito ou que simplesmente não chega até a sua casa. Mesmo que o valor seja um pouco mais elevado em uma loja maior, ela é mais segura e você tem mais garantias de que poderá usar seus produtos.