
Foto: Arquivo
A população negra e parda ganha, em média, R$ 1 mil a menos que os brancos no Amazonas. A informação está no informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou também que a maioria da população desempregada no Amazonas é preta ou parda.
Os indicativos têm como base o ano de 2018 e mostram que enquanto 10,4% dos brancos no Amazonas com 14 anos e em condições de trabalho estão desempregados, o índice na população negra e parda é de 14,5%. Em Manaus, a taxa é ainda maior: brancos sem emprego representam 11,2%, enquanto negro e pardos 19,1%.
Outro dado da pesquisa é a taxa de subutilização, que engloba aquelas pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana e gostariam de trabalhar mais. No Amazonas, pretos e pardos somam 28,3%, enquanto brancos 20,1%. Em Manaus, esse indicativo aponta 27,5% da população negra e parda em situação de subutilização e 18% para a população branca.
Os índices amazonenses seguem o cenário nacional, onde pretos ou pardos representam 64,2% da população desocupada e 66,1% da população subutilizada.
Salários
Considerando os salários, o rendimento médio mensal das pessoas ocupadas brancas (R$ 2.796) foi 73,9% superior ao da população preta ou parda (R$ 1.608), em níveis nacionais. Enquanto o rendimento médio dos ocupados brancos atingiu R$ 17 por hora, o dos pretos ou pardos foi de R$ 10,1 por hora.
No Amazonas, o salário médio dos brancos é de R$ 2.380. Já da população preta e parda R$ 1.353. Os números mostram que no Estado um trabalhador negro ganha 56,8% que um empregado branco.
Em Manaus, a remuneração mensal dos brancos é de R$ 2.727, em média, e dos pretos e pardos R$ 1.668.
Desigualdade
Na avaliação do coordenador de Populações e Indicadores Sociais do IBGE, Claudio Crespo, o indicativo mostra que a desigualdade no mercado de trabalho não acaba com a igualdade na formação educacional. Ele afirma isso porque a pesquisa também mostrou que a proporção de pessoas pretas ou pardas cursando o Ensino Superior em instituições públicas brasileiras chegou a 50,3% em 2018. Apesar desta parcela da população representar 55,8% dos brasileiros, é a primeira vez que os pretos e pardos ultrapassam a metade das matrículas em universidades e faculdades públicas.
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