A Polícia Federal no Amazonas está cumprindo seis mandados de busca e apreensão, na denominada Operação “Pecus”, três em empresas sediadas no Centro de Manaus e três em residências de empresários. Investigações iniciadas no dia 15/12/2011 revelaram quatro empresários que utilizam empresas como “fachada” para atividades ilegais de câmbio, sem autorização para operar no ramo. Os “doleiros” são acusados de crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros.
A PF usa 30 policiais para tentar prender em flagrante os quatro empresários e identificar a prática de outros delitos e mais pessoas envolvidas nas fraudes.
“Pecus”, em latim, significa “gado”, “cabeça de gado”. Antes do aparecimento da moeda, a riqueza era medida pelo número de cabeças de gado, daí a palavra latina “pecunia”, que significa “riqueza” e, depois da cunhagem da moeda (que, no início, tinha gravada a cabeça de um animal), passou a significar “dinheiro”. Do substantivo “pecunia” vem o adjetivo “pecuniarius”, que deu “pecuniário”, em português.
Às 11h o superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Fontes, oferecerá mais detalhes da operação, em entrevista coletiva, na sede da Superintendência Regional da instituição. O delegado João Paulo Garrido Pimentel, presidente da investigação, também participará. Garrido é o novo corregedor regional da PF, substituindo Wesley Aguiar, que se licenciou para assumir a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Os nomes das empresas e pessoas investigadas não serão divulgados.
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