No dia em que desapareceu, o adolescente saiu por volta das 18h da casa onde morava, situada na rua Doutor Melo Resende, primeira etapa do Lírio do Vale, zona Oeste. Ele informou que iria caminhar na Ponta Negra.
Ossada encontrada
A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). A ossada foi localizada por banhistas no dia 7 de outubro. O material foi removido com apoio do Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico Legal (IML), onde exames confirmaram a relação parental. Segundo informações de familiares, a mãe teria retornado ao local onde ocorreu o achado para verificar um pedido formal à Polícia Civil para novas buscas.
O Corpo de Bombeiros ainda não recebeu nada oficialmente. Em nota, a Polícia Civil informou que o Inquérito Policial (IP) instaurado para investigar o desaparecimento de Rayner Vinicius da Silva Gonçalves já foi remetido à Justiça.
A mãe do adolescente, Maria Antônia, contou que o jovem chegou ser visto pela última vez por volta das 18h30, no local informado para onde iria. Desde então os familiares não tiveram mais notícias sobre ele.
Testemunhas
Testemunhas ouvidas pela polícia cerca de um mês após o desaparecimento relataram a possibilidade de o jovem ter sido vítima de afogamento. Dias antes, uma venezuelana de 23 anos foi localizada após utilizar o celular do adolescente, no Centro de Manaus. Além da mulher, outros quatro venezuelanos afirmaram ter visto o adolescente no dia em que ele desapareceu.
“Ela [venezuelana] conta que estava no Complexo Turístico Ponta Negra consumindo bebidas alcoólicas com amigos e, por volta das 19h, quando estava tomando banho no rio, avistou um rapaz com as características de Rayner nadando em direção à boia de segurança. Minutos depois, essa pessoa teria ultrapassado o perímetro permitido para banhistas e se afastou da boia. Logo depois, não foi mais vista”, disse a delegada Joyce Coelho, em janeiro deste ano.
Celular
As testemunhas relataram ainda que, ao retornar para a areia da praia, encontraram um tênis, uma camisa, uma chave e o aparelho celular de Rayner. Segundo a polícia, um dos venezuelanos pegou o aparelho de dentro do tênis – que passou a ser usado pela venezuelana.
Joyce Coelho afirmou na ocasião o celular do adolescente foi recuperado com um homem de 20 anos, que assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pela posse do telefone, que foi periciado.
