
O coronel da Polícia Militar e comandante do Núcleo de Ensino da PM, Roberto de Oliveira Araújo, disse que haverá mudanças no comando de todos os colégios da instituição. A informação foi dada após estudantes, professores e pais reforçarem, nesta sexta-feira (27), as denúncias de assédio sexual e moral e agressões cometidas por gestores dos colégios militares em Manaus.
Estudantes, professores e pais de alunos dos Colégios Militares da Polícia Militar (CMPM) estiveram na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta sexta. Na audiência pública solicitada pelo deputado estadual Fausto Jr (PV), vários professores e mães de alunos denunciaram tentativas de estupro, assédio sexual e agressões praticadas por gestores em cinco dos nove CMPMs existentes no Amazonas.
Segundo o deputado, existem mais de 20 denúncias formalizadas junto ao Comando da Polícia Militar e à Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc), relatando irregularidades nos CMPMs.
Participaram da audiência pública os representantes da Seduc, do Comando da Polícia Militar, Ministério Público, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Câmara Municipal de Manaus e da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
A Depca deve instaurar inquérito para investigar as denúncias feitas por alunos e professores sobre as irregularidades ocorridas nos CMPMs.
Convite
“Minha filha foi convidada para encontro sexual com diretor”, diz a mãe de uma aluna que afirma que sua filha foi assediada sexualmente em troca de melhores notas escolares. “Minha filha é menor de idade e foi convidada pelo gestor do colégio para um encontro sexual. Em troca, ela teria as notas melhoradas no boletim”, denunciou.
Outra mãe relatou que foi convidada pelo diretor do colégio para um encontro sexual, em troca da aprovação do filho no ano letivo. “Ele (diretor) disse que meu filho só passaria de ano se eu aceitasse ir para o motel”, denunciou a mãe. “Eu disse pra ele que iria denunciar o caso na Seduc. Ele me disse que a denúncia não daria em nada e que meu filho seria reprovado”, acrescentou.
A presidente da Comissão de Educação da Aleam, deputada Therezinha Ruiz, destacou que as denúncias são graves e que os estudantes devem ser ouvidos pelas autoridades que investigam o caso.
A comissão deve realizar visitas em todas as escolas públicas de Manaus para conversar com estudantes e professores e averiguar denúncias de assédio e agressões.
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