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Os assassinatos de indígenas no Amazonas reduziram em 70,3% de 2017 para 2018, segundo o relatório Violência contra os Povos Indígenas do Brasil – Dados 2018, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O levantamento aponta que o número de homicídios entre essa população em todo o Brasil aumentou de 110, em 2017, para 135, em 2018, um crescimento de 22,7%.
No Amazonas, foram seis assassinatos no ano de 2018, frente a 27 no ano anterior. Os dados foram obtidos pelo Cimi junto à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) por meio da Lei de Acesso à Informação (12.527/2011).
Tráfico
Um dos casos amazonenses que aparecem no relatório envolve um indígena da etnia Tikuna, que estava em seu barco, em Tabatinga (a 1.108 quilômetros a oeste de Manaus), quando foi atingido por três tiros ao ser confundido com narcotraficantes que atuam no Rio Solimões.
Os suspeitos são conhecidos como “piratas do rio”. A rota Solimões é um dos principais corredores de entrada de drogas no Brasil, uma vez que fica nas proximidades da Tríplice Fronteira (Brasil, Colômbia e Peru).
Outro homicídio aconteceu em Lábrea (a 702 quilômetros a sudoeste de Manaus) e vitimou um indígena da etnia Apurinã. Segundo o relatório do Cimi, o pai da vítima viu quando o filho se dirigiu com alguns rapazes a um local perto da casa. Pouco tempo depois, ele ouviu quatro tiros e gritos do filho e os rapazes voltaram sem ele. O assassinato foi cometido com requintes de crueldade.
Um dos suspeitos contou que, depois de uma discussão, a vítima teria feito ameaças a um deles, acusando-o de ter matado seu tio por conta do tráfico de drogas. Segundo relatos, os agressores são foragidos da polícia e a comunidade já havia pedido para que saíssem de lá, além de terem avisado a polícia e a Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (Focimp), sobre a presença dos marginais na terra indígena.
Outros tipos de violência
O levantamento do Cimi aponta ainda tentativas de assassinato (2) de indígenas no Amazonas e casos de violência sexual (2), no ano de 2018. Em um dos registros, dois homens foram presos pelo estupro de crianças indígenas de 6 e 11 anos. Os abusos, denunciados por representantes da Sesai, vinham sendo cometidos entre os anos de 2011 a 2017, em Tabatinga. As crianças são da etnia Tikuna.
Confira o relatório na íntegra.
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