
Nejmi passa por audiência, mas volta para a cadeia feminina
A ex-primeira-dama e esposa do senador Onar Aziz, Nejmi Aziz, passou nesta quarta-feira (31) por audiência de custódia na Justiça Federal, mas não teve a prisão provisória alterada.
Ela vai voltar para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF). Os advogados de defesa aguardam que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprecie o pedido de habeas corpus para conceder liberdade à empresária.
Segundo a defesa, a prisão da ex-primeira-dama foi decretada porque a liminar que a soltou na temporária, no dia 21 de julho, foi revogada.
“O juiz pediu informações à Polícia Federal e através de uma requisição, o magistrado concedeu os dois dias que estavam faltando da prisão temporária que foi determinada na deflagração da operação Vertex, no dia 19”, explicou o advogado Rodolfo Santanna.
Entenda o caso
Nejmi foi presa no último dia 19 de julho e passou duas noites no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), sendo solta no dia 21, após receber habeas corpus. Uma nova liminar, obtida pela Polícia Federal, suspendeu a decisão anterior.
A prisão ocorreu dentro da operação Vertex, da PF, que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa. Um nono alvo das investigações, em Brasília, tem mandado de prisão em aberto.
Entre as vantagens indevidas de que se tem suspeita, teria havido entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.
A investigação está diretamente relacionada com as outras fases da Operação Maus Caminhos, sendo elas as operações Custo Político, Estado de Emergência e Operação Cashback.
Custo Político
Na Operação Custo Político se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa, praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação, enquanto na Operação Estado de Emergência, completava o núcleo político do Poder Executivo estadual, tendo alcançado o ex-governador José Melo, que chegou a ser preso.
Por outro lado, a Operação Cashback, teve por objeto a investigação quanto ao envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais, suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.