06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Limpeza em igarapés aumentam por conta da cheia deste ano; não jogue lixo no rio

Publicado em 05 de julho, 2019

Limpeza em igarapés aumentam por conta da cheia deste ano; não jogue lixo no rio

Limpeza em igarapés aumentam por conta da cheia deste ano; não jogue lixo no rio. Fotos: Altemar Alcantara/ Semcom

Todos os dias, ao menos, 30 agentes de limpeza da Prefeitura de Manaus atuam nos igarapés que cortam a cidade, retirando, em média, 25 toneladas de resíduos que são encaminhados para o Aterro Municipal.

Dados da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) revelam que de janeiro a abril deste ano já foram retiradas 3.214 toneladas de resíduos dos igarapés, superior ao ano passado, com 3.116 toneladas.

Limpeza

Além da ação diária dos agentes de limpeza, a prefeitura também tem reforçado as atividades de conscientização em todos os bairros da capital, alertando a população sobre a importância de não se jogar lixo nas ruas ou margens dos igarapés. Equipes de educação ambiental e o grupo teatral da Semulsp “Garis da Alegria” fazem esse trabalho de sensibilização.

Segundo o subsecretário Operacional da Semulsp, José Rebouças, os serviços são intensificados nesse período de cheia dos rios. “O nosso trabalho é constante durante todo o ano e, especificamente, nesse período de cheia dos rios nós destinamos uma atenção maior para os igarapés”, afirmou.

“É um trabalho intenso que, por mês, retira uma média de 887 toneladas de lixo das águas. Esses resíduos são decorrentes do lixo que muitas pessoas jogam nas ruas”, completou.

Orla da cidade

A atuação das equipes da Semulsp ocorre em toda a orla da cidade, como no igarapé do Franco, Mindu, Mestre Chico, igarapé ou bacia do 40, avenida Brasil, Passarinho, Alvorada, dentre outros pontos.

A ação leva limpeza às margens e leito dos igarapés, com a retirada de vegetação aquática e lixos, que melhoram o escoamento da água, a partir do uso de botes e balsas. Esse trabalho requer o uso de equipamentos específicos, entre lanchas, redes de contenção e caçambas para remoção, além de material para mergulho dos agentes de limpeza, que muitas vezes adentram nas águas poluídas.

Moradores

A aposentada Darcila Andrade, 75, que mora na avenida Brasil, considera um trabalho árduo. “ Eu os vejo todos dias limpando esse igarapé que passa na frente da minha casa, mas toda vez que chove a água traz mais lixo e eles estão sempre aqui, limpando de novo. Acho que a população também precisa fazer a parte dela de não jogar lixo de forma errada”, ressaltou.

Nas bacias de Educandos e São Raimundo, o trabalho de retirada diária de resíduos domésticos e matéria orgânica, incluindo vegetação de crescimento espontâneo nas margens dos igarapés, é realizado com a utilização de duas retroescavadeiras hidráulicas, duas balsas, dois empurradores e dez botes. As balsas percorrem os rios enquanto há condições de navegabilidade, ou seja, durante o período de cheia.

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