A primeira etapa da Ponta Negra já é o maior sucesso deste verão, atravessando dias úteis e fins de semanas com a praia artificial criada pela Prefeitura lotada, mas a obra da segunda etapa, um complemento necessário ao que já foi realizado, está paralisada, conforme constatou o blog hoje. O secretário municipal de Economia e Finanças, Alfredo Paes, explicou que a paralisação se deve à demora na aprovação de empréstimo da Comissão Andina de Fomento (CAF), em torno de US$ 21 milhões, que vai financiar o trabalho, pendente de aprovação pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Senado Federal.

Poucos trabalhadores foram vistos na obra, ao longo do dia, e, antes do fim do expediente, no final da tarde, não havia nenhum deles no local
“A análise demorou e algumas certidões apresentadas pela Prefeitura à STN venceram, mas já estamos providenciando tudo. Acredito que até o dia 15 de julho estará tudo liberado, inclusive com a tramitação no Senado”, disse Paes.
Quando a STN der o sinal verde ao empréstimo, a papelada será encaminhada ao Senado Federal, para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e submissão ao plenário da Casa. A campanha eleitoral afasta muitos senadores de Brasília e o empréstimo depende de quórum ou acordo de líderes para a aprovação. Além do mais, o recesso do meio do ano começa no dia 18/07 e vai até 31/07.
A Prefeitura também não pode, por norma legal, pagar a contrapartida dela na obra, enquanto o empréstimo internacional não tiver encerrado sua tramitação e for disponibilizado pela CAF. A instituição andina também financiou o viaduto Gilberto Mestrinho. O prefeito Amazonino Mendes anunciou que a segunda etapa da Ponta Negra seria entregue até o fim de setembro, antes das eleições, mas, como não é candidato à reeleição, pode acabar se sentindo desobrigado desse prazo.
O telefone do secretário municipal de Infraestrutura, Américo Gorayeb, estava fora de área e dirigentes da empresa Mosaico, responsável pela obra, disseram que qualquer informação sobre ela deve ser dada pela Seminf.