05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Me surpreende a passividade dele nesse governo’, diz Omar sobre general Heleno

Publicado em 02 de julho, 2019

General Heleno é chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O senador Omar Aziz (PSD) criticou nesta terça-feira (2) a postura do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e disse estar surpreendido com a “passividade” do militar no governo de Jair Bolsonaro.

Em discurso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, da qual é presidente, Omar Aziz defendeu, na manhã desta terça-feira (2), que a Comissão tenha uma pauta própria e independente do Governo Federal. Segundo o senador, a CAE tem por finalidade incentivar a economia brasileira e não pode ter o seu trabalho comprometido por uma crise que não é gerada pelo Senado.

“Se há uma crise, a crise não está na manifestação pró ou contra Governo. Não está no Senado, não está no Congresso. A crise está em outro lugar que não é aqui”, disse o senador, criticando as sucessivas crises no governo Bolsonaro e afirmando que o Congresso tem recebido “pancadas diuturnamente”.

General Heleno

O senador amazonense criticou, inclusive, a postura passiva do chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno, diante dos recentes ataques recebidos.

Nesta segunda-feira (1º), o polêmico filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, criticou abertamente nas redes sociais os seguranças que estão subordinados ao GSI.

“Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI? Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que sejam, mas estão subordinados a algo que não acredito”, disparou Carlos.  

Omar comentou o ataque durante o discurso na CAE. “Se eu fosse o general Heleno, pela história que ele tem, eu não me permitiria ser atacado da forma como ele foi atacado ontem. Porque eu conheço o general Heleno e estou desconhecendo daquele que conheci, comandante das nossas Forças Armadas no Haiti, comandante Militar da Amazônia, e sendo chamado a atenção por um trabalho que poucos sabem fazer como ele está fazendo”, afirmou.

Omar se solidarizou com o general, mas se disse surpreso. “Como senador do Estado do Amazonas quero me solidarizar com o general Heleno. Grande brasileiro, por quem tenho maior respeito. E me surpreende a passividade dele hoje nesse governo”, afirmou o senador na CAE.

Filho do presidente

Carlos é o filho que mais tem influência dentro do Palácio do Planalto. Ele é considerado como parte da ala mais ideológica do Governo, influenciada diretamente pelo escritor Olavo de Carvalho. Olavo é tido como uma espécie de guru da família Bolsonaro.

De Carlos que partem as publicações mais polêmicas nas redes sociais, até mesmo contra integrantes da equipe de governo do pai.

O caso mais recente foi a demissão do general Carlos Alberto Santos Cruz, que era ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, criticado por Olavo de Carvalho nas redes sociais. Santos Cruz foi demitido em junho.

Há também atritos de Carlos com o vice-presidente Hamilton Mourão. 

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