O número de pessoas que se declararam católicos caiu 11,3% no Amazonas, enquanto a população que se declarou evangélica aumentou 10%. Os resultados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que na Região Norte ocorreu a maior redução relativa dos adeptos do catolicismo. No Amazonas, em 2000, os católicos eram 70.8%, passando a representar em 2010 59.5%. Por outro lado, os evangélicos passaram de 21% para 31% no mesmo período.
O Censo mostra que a proporção de católicos seguiu a tendência de redução observada nas duas décadas anteriores, embora tenha permanecido majoritária e indica o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Amazonas. Os dados censitários indicam também o aumento do total de pessoas que professam outras religiosidades cristãs, dos que se declararam adeptos das tradições indígenas, e do conjunto pertencente aos espiritualistas.
Os resultados do Censo 2010 demonstram os evangélicos em três grandes grupos: evangélicos de missão; evangélicos de origem pentecostal e evangélica não determinada. Os evangélicos de missão tiveram um crescimento percentual de 23,9% de 2000 para 2010. Já os evangélicos de origem pentecostal cresceram 89%. E a evangélica não determinada foi a que obteve maior crescimento no período (1.119%).
Entre os evangélicos de missão, a Igreja Evangélica Batista é a que possui mais membros no Estado com 109.000 adeptos. No entanto, obteve menor crescimento percentual do penúltimo para o último Censo (3,5%). Neste grupo, os luteranos e os metodistas saíram-se melhor com 1.010% e 127% de crescimento, respectivamente.
No grupo dos evangélicos de origem pentecostal, àqueles que se identificaram como Evangélicos de origem pentecostal Igreja Maranata foram os que mais cresceram percentualmente (250%). Neste grupo está a Assembleia de Deus, que com seus 407.000 membros forma a maior igreja evangélica do Amazonas, embora os resultados censitários não considerem as subdivisões administrativas e doutrinárias existentes nesta igreja. A Assembleia cresceu 64% de 2000 para 2010. Também neste grupo, merece destaque a Igreja o Brasil Para Cristo, com 160% de crescimento, e a evolução das outras igrejas da corrente pentecostal com seus 178.000 membros em 2010.
O Censo aponta que nos municípios amazonenses a religião católica apostólica romana continua sendo a maioria. No entanto o avanço dos evangélicos é percebido através de comparativos com o Censo anterior (2000). Nhamundá é o município onde há maior registro de católicos no Estado com 88% da população. Por outro lado, em Atalaia do Norte somente 47% da população declararam ser fiéis à igreja romana. Entre o penúltimo e o último Censo, o município onde houve maior crescimento percentual de adeptos do catolicismo foi Juruá com 56%. Já a maior queda no intervalo foi em Jutaí (-35%).
A presença dos evangélicos nos municípios amazonenses vem ganhando destaque e avançando de Censo para Censo. O munícipio com a maior representatividade de evangélicos no Estado é Santo Antônio do Içá, com 45%. E o que tem menor proporção é Santa Isabel do Rio Negro, com 8,6%. O maior percentual de crescimento de evangélicos de 2000 para 2010 ocorreu em Boa Vista do Ramos, com 263%. E a maior queda foi em Japurá (-47%).
Tanto os católicos quantos os evangélicos perderam adeptos para os praticantes das tradições indígenas. Principalmente naqueles municípios que tradicionalmente possuem populações indígenas. A evolução dos praticantes cresceu 1.111% de 2000 a 2010.
Também outro fator a se destacar é o crescimento daqueles que se identificaram como sem religião, que cresceram 39% ou 59.000 pessoas a mais, no mesmo período.
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