
Familiares presenciaram as mortes de presidiários, neste domingo (26), durante a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Uma briga entre facções rivais vitimou 15 detentos nos pavilhões 3 e 5 da penitenciária, que fica no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista).
As mortes ocorreram durante o horário de visita dos internos e alguns familiares presenciaram as execuções. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), os detentos foram assassinados por estrangulamento ou por estoques feitos com escovas de dentes dos próprios presos.
Alguns detentos foram mortos dentro de suas celas, enquanto estavam trancados, sem a presença de visitas. Dez detentos foram mortos no pavilhão 5 e cinco foram assassinados no pavilhão 3.
“Os presos quebraram uma regra interna deles, não se mata quando tem visita. Hoje aconteceu algo inusitado. Não descartamos a possibilidade de que isso possa gerar um novo problema”, disse o titular da Seap, coronel Marcos Vinicius Almeida.
Confusão
O motim iniciou no pavilhão 3 da unidade e se estendeu até a área 5. O Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) e o Comando de Policiamento Especial (Choque) entraram de imediato na unidade e evitaram que mais mortes acontecessem.
Os 15 detentos mortos eram do regime fechado. O pavilhão 5 chegou a ser isolado e o chamado “Seguro”, onde estão os líderes das facções, foi preservado.
Investigação
O secretário Almeida informou que imagens de câmeras de segurança de dentro do presídio serão utilizadas para identificar os envolvidos e que a Seap também investiga a motivação para o início do confronto.
Alguns procedimentos, como suspensão de visita aos detentos, serão tomadas, até que terminem as investigações sobre o caso.
O secretário reforçou ainda que o sistema prisional está sobre controle do Estado.
Reportagem: David Batista