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O número de empresas que fecharam as portas no Amazonas no primeiro trimestre de 2019 cresceu 18,10% em relação ao mesmo período do ano passado, em cenário em que a economia no Estado e no País ainda dá os primeiros passos rumo à recuperação. Os dados são da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea).
Entre janeiro e março deste ano, foram extintas 587 empresas no Amazonas. No mesmo período de 2018, o registro havia sido 497. O número mostra a dificuldade que o empresariado local tem tido para manter seus negócios em atividade. Dentre todos os meses deste ano, fevereiro teve o maior número de extinções (226).
Em um novo boletim Focus, do Banco Central (BC), nesta segunda-feira (29), instituições financeiras reduziram pela nova vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no País – agora caiu de 1,71% para 1,70% este ano. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,98%.
Os números mostram a expectativa para a economia brasileira, que reflete também a realidade amazonense. Com o desemprego ainda em alta, os consumidores estão sem a confiança necessária para fazer gastos que não sejam os essenciais. Os investidores também não estão com a confiança adequada para aportar recursos no País e isso interfere no número de empresas que fecham ou abrem.
Novas empresas
Outro dado que mostra a recuperação da economia local ainda de forma lenta é o número de empresas constituídas ou que iniciaram suas atividades no Amazonas. Foram 1.310 novos negócios formalizados no primeiro trimestre de 2019, aponta relatório da Jucea. Entre janeiro e março de 2018, o quantitativo havia sido de 1.244. Houve então uma evolução em 5,30%, percentual bem inferior ao de empresas fechadas.