06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Presos acusados de chacina em Beruri são ameaçados de virar ‘picadinho’ na cadeia por facção

Publicado em 01 de abril, 2019

Foto: Reprodução

Apresentados nesta segunda-feira (1) em Manaus, os acusados de matar cinco pessoas de uma mesma família em Beruri (distante 173 quilômetros da capital), estão sendo ameaçados de morte pelo crime bárbaro que cometeram, especialmente por terem assassinado duas crianças.

Na rede social, os presos – os irmãos Marinilson Maciel dos Santos, 20, e Pedro Maciel dos Santos, 18, além de Antônio Carlos Ferreira dos Santos, 22 – receberam ameaças nos perfis ligados a facções criminosas da Família do Norte (FDN) e Comando Vermelho (CV), identificados como “Caçador de CVCU” e “Descontrole Caçador de FDCU”. Eles foram trazidos para Manaus e ficarão no Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM), no KM 8 da BR-174.

Indignação

“Os que mataram a família toda no município de Beruri (…) só lamento pra eles vai ser cobrado (…) de um por um”, diz uma das mensagens. Em outra postagem, segue: “Raiva ódio e pouco de mas (sic) pra relata uma imagem dessa (imagem dos corpos, incluindo a das crianças) onde nós vamos para de não se faz nen com um animal muito menos com pessoas indignado de mas (sic) mas pode ter a certeza que a justiça vai se feita com toda certeza”.

Nas publicações, é feito o alerta que os envolvidos na chacina estão sendo esperados dentro do sistema penitenciário para “caírem” (serem mortos) e saírem pelo “caveirão do IML”, porque nem as facções admitem isso.

‘Pedacinhos’

Em outro post, o perfil “Descontrole” avisa que eles serão cortados em pedacinhos pelos sanguinários do CV, e que não vai “sobrar nem alma deles”.

O que chamou atenção, além do número de pessoas mortas, cinco de uma mesma família, foi a violência e crueldade com as crianças, que foram atingidas covardemente.

O crime ocorreu na noite da última quinta-feira (28/3), por volta das 19h, na Comunidade Tapira, zona rural de Beruri. O casal Lucivaldo de Oliveira Brasil e Mônica Almeida Lima tinha, respectivamente, 22 e 21 anos, e os dois filhos deles, Alexsandro Almeida Lima e Suelem de Lima Brasil, que tinham 2 e 4 anos, nesta sequência, além do primo das crianças, Marcos Oliveira dos Santos, de 11 anos, foram as vítimas da chacina.

Investigação

Segundo a polícia, no dia do delito os infratores invadiram a casa do casal com o intuito de roubar R$ 14 mil em espécie, que Lucivaldo supostamente guardava no imóvel.

No entanto, não encontraram o dinheiro e decidiram matar todos os moradores da residência. A delegada informou que após matar a família, os infratores chegaram até a jogar gasolina na residência para simular um incêndio e dificultar as investigações em torno do caso.

Testemunhas

No dia do crime, testemunhas oculares, que ouviram os gritos das vítimas, entraram embaixo da casa da família, que é de assoalho, e conseguiram ver os suspeitos. Naquele momento, ainda viram a mulher sendo morta. Os infratores foram identificados por essas testemunhas. Após serem presos, eles confessaram o crime e relataram que não encontraram o dinheiro no lugar.

O pai estava na rede e foi imediatamente degolado por um dos autores. Umas das vítimas, a criança de 4 anos, estava na mesa da cozinha jantando no momento em que eles a mataram. Apesar de não encontrarem dinheiro, os três indivíduos mataram todos da família porque queriam ocultar a autoria do crime, já que as crianças os conheciam, porque eles eram vizinhos da família.

Enterro da família ocorreu na cidade, que ficou abalada com violência e crueldade das mortes

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