O Festival de Parintins, onde o abastecimento de energia elétrica sempre foi um problema, terá um sistema misto de fornecimento, este ano, com atendimento residencial a 15 mil consumidores e distribuição inteligente, para evitar os apagões durante a festa. O anúncio foi feito hoje pela coordenadora do “Projeto Parintins”, Elaine Fonseca, em palestra inserida na Conferência Rio+20, no stand da Eletrobras, no Rio de Janeiro.
O projeto, pioneiro na reunião de várias tecnologias para automação de rede de distribuição, permite que o consumidor capte energia solar através de placas fotovoltaicas, consuma o que for necessário e mande o excedente para o fornecimento público, recebendo por esse serviço. O método é muito comum em países europeus, especialmente na Alemanha, no contexto das políticas ambientalmente corretas.
A distribuição da energia, segundo a coordenadora, será feito no formato smart grid, ou seja, rede inteligente na qual a empresa poderá fazer o corte do fornecimento de uma casa parintinense, pelo sistema informatizado, em Manaus, além de possibilitar o remanejamento de cargas. O sistema é usado, em outros países, para fornecer serviços paralelos, como Internet banda larga.
O novo sistema irá reduzir impactos ambientais, estudar a integração de energia distribuída, além de incentivar a redução do consumo. “O Projeto Parintins é uma experiência pioneira que está em sintonia com o contexto de buscar soluções para um cenário onde a produção de energia fica mais difícil e cara”, disse Elaine. Hoje, a geração na cidade é feito por energia térmica, a partir de óleo combustível, um dos mais poluentes derivados do petróleo. A Eletrobras está investindo cerca de R$ 21 milhões em novas tecnologias para modernizar os sistemas das suas seis distribuidoras situadas nas regiões Norte e Nordeste.
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