
Família contestou equipe esperar para fazer parto normal diante do quadro de febre e dores da grávida. Foto: Divulgação
A grávida Ila Arantes Fernandes, 35, e o seu bebê, morreram na maternidade Balbina Mestrinho neste domingo (17), e a família registrou um boletim de ocorrência alegando negligência médica da equipe da unidade.
Segundo parentes, Ila estava grávida de 8 meses e foi levada até a maternidade na ultima quinta (14), sangrando e sentindo dores. Conforme relatos, ela estaria passando mal desde então, mas só teria sido medicada na sexta. A equipe também teria informado aos parentes que a recomendação era de parto normal.
Durante o parto, uma cesárea de urgência, houve complicações e o criança nasceu morta. Os familiares ainda tiveram problemas para liberar o corpo do bebê, para o Instituto Médico Legal (IML), por erro no preenchimento dos documentos.
A mulher e a criança devem ser velados no Parque São Pedro e depois seguem para Fonte Boa (distante 678 quilômetros de Manaus), onde moram outros familiares. Ila deixa filhos e o marido.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que a paciente entrou na maternidade Balbina Mestrinho aos 00h12 de sexta-feira (15) queixando-se de dor no baixo ventre e febre de seis dias e que foi imediatamente internada para acompanhamento clínico em enfermaria de alto risco.
A Susam afirmou que em nenhum momento houve falta de leito ou de assistência à gestante, uma vez que o exame apontou gravidez de 34 semanas e frequência de 127 batimentos cardíacos fetais, sem sinais de gravidade presentes, preservando-se o bebê e aguardando a maturidade fetal.
Segundo a secretaria, o tratamento inicial à paciente seguiu protocolo, focando na infecção do trato urinário e no monitoramento por ameaça de parto prematuro. No dia seguinte, conforme a secretaria, o quadro evoluiu com descolamento prematuro de placenta e, durante a cesariana, por volta das 15h, foi constatada a morte do bebê.
A mãe, de acordo com a Susam, sofreu forte hemorragia, tendo sido submetida a transfusão de sangue e, em seguida, encaminha à UTI, onde não resistiu, indo a óbito após três paradas cardíacas.
Sobre a agressão ao marido da grávida, a assessoria da Susam disse que no momento em que recebeu a notícia das perdas da mãe e do bebê, o pai da criança ficou transtornado e tentou quebrar a máquina de lanche e outros objetos da recepção da maternidade. Por isso os seguranças foram chamados para conter o pai.
Já sobre a confusão envolvendo o corpo da criança, o órgão não deu detalhes e disse apenas que o serviço social prestou assistência à família, incluindo locomoção para a resolutividade dos trâmites póstumos e que abrirá sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento e as responsabilidades, caso seja constata falhas nos procedimentos.
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