
Na segunda acontece o julgamento do pedido de Habeas Corpus a favor do tenente, quando três desembargadores vão decidir se o PM permanece preso ou se poderá responder às acusações de duplo homicídio e tentativa de homicídio em liberdade. Foto: Divulgação
O inquérito sobre o duplo homicídio dos policiais militares Edizandro Santos Louzada, 30, e Grasiano Monte Negreiros, 36, ocorrido na madrugada do último sábado (5), em Manaus, será encaminhado à Justiça do Amazonas na próxima segunda-feira (14).
Na segunda acontece o julgamento do pedido de Habeas Corpus a favor do tenente, quando três desembargadores vão decidir se o PM permanece preso ou se poderá responder às acusações de duplo homicídio e tentativa de homicídio em liberdade.
A defesa do tenente, o advogado Mozarth Bessa, afirma que Joselito não lembra do momento quando ocorreram os disparos dentro do carro onde estava com mais quatro homens, sendo 3 PMs e um civil. Eles teria saído de uma festa, onde beberam e há suspeita de que o militar acusado tenha consumido entorpecentes.
A Polícia Civil fez a solicitação de um exame toxicológico durante o flagrante e tem até 30 dias para entregar o resultado. A previsão é que a polícia peça mais prazo para seguir com diligências e investigações.
Um dos sobreviventes, o major Lurdenilson Lima de Paula, que sobreviveu a um tiro, ainda não tinha sido ouvido. O estado de saúde dele ainda é delicado. O tiro entrou pelas costas e está alojado perto da coluna vertebral. Ele segue internado, sem previsão de alta, no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio.
A pedido da família não foram divulgados novos boletins médicos sobre o quadro do major, segundo informou a assessoria da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).
O tenente Joselito Pessoa Anselmo, durante a briga, teria sacado a arma e atirado contra a cabeça do sargento Edizandro Santos Louzada, que estava dirigindo o veículo. O carro perdeu o controle, e outro tiro foi feito na cabeça do cabo Graziano, da 12a Cicom. Ambos morreram.
Ainda no carro, o major Lurdenilson Lima de Paula, 40, também levou um tiro. Houve luta corporal entre o tenente e o borracheiro, que conseguiu tomar a arma, mesmo sendo baleado, e saiu correndo.
Segundo o noticiário, o crime foi praticado no interior de uma viatura descaracterizada, um Voyage de placas PHO-2296, quando autor e vítimas estavam saindo de uma festa, “muito alcoolizados”, nas palavras do delegado plantonista da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Daniel Leão Lucas, que se refere ao autor do crime como “transtornado”.