
Grupo de estudantes apresentou ação ao MPF sobre vagas no curso de medicina (Foto: Divulgação)
Um grupo de estudantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ingressou com uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF), em agosto deste ano, requerendo que a universidade disponibilizasse todas as 32 vagas que possui ociosas do curso de medicina no processo seletivo extramacro.
A prova foi realizada no dia 14 deste mês, mas apenas para duas vagas.
Uma das concorrentes, a estudante de Enfermagem da Ufam, Bruna Santos, reforçou que o pleito do grupo era que a prova do seletivo extramacro fosse suspensa, mas até o dia da prova o MPF não havia se manifestado.
Procurada, a assessoria do Ministério Público Federal reiterou que instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades na distribuição de vagas desse processo seletivo extramacro e que, inclusive, solicitou esclarecimentos da Ufam e aguarda a complementação das informações para análise e definição das providências cabíveis.
Bruna Santos ressalta que há documentos da universidade que atestam as 32 vagas, no entanto, a reitoria alega que não tem como disponibilizá-las na totalidade no processo seletivo porque a faculdade de medicina não estaria dotada de infraestrutura para atender esse excedente.
O grupo que entrou com a ação no MPF questiona o “sumiço” dessas vagas e defende que elas têm que estar disponíveis à comunidade por meio do processo seletivo extramacro.
Essas 32 vagas seriam de alunos jubilados, que desistiram do curso, que pediram transferência ou algo parecido.
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