
O prefeito de Manaus e presidente de honra do PSDB Amazonas, Arthur Virgílio Neto, formalizou, nesta sexta-feira (28), apoio à candidata à presidência da República, Marina Silva (Rede), que cumpriu agenda na capital. Foto: Mauro Smith
O prefeito de Manaus e presidente de honra do PSDB Amazonas, Arthur Virgílio Neto, formalizou, nesta sexta-feira (28), apoio à candidata à presidência da República, Marina Silva (Rede), que cumpriu agenda na capital em campanha para o primeiro turno da eleição majoritária nacional. Arthur foi o principal anfitrião da candidata e, no final da tarde, participou de entrevista coletiva ao lado de Marina.
“Tenho a certeza de que eu apoio uma candidata que está bem. Bem ancorada e que tem boa orientação econômica, alguém que é limpa, não tem uma mancha na sua vida pública, que é longa. Alguém que veio do seringal para ser presidente da República, só isso já deixa a gente cheio de ternura, cheio de respeito, cheio de vontade de fazer uma coisa dessa acontecer”, disse o tucano, que tirou aplausos dos correligionários que acompanhavam Marina.
Para o prefeito, Marina não diz nada que seja demagógico, não diz nada que seja fora de tom, não fala nada que seja para meramente agradar. “É alguém que tem embutida nela a seriedade e o respeito pelas pessoas. Marina, se Deus quiser, será a presidente do Brasil”.
Arthur, que se lançou como pré-candidato à presidência na convenção do PSDB, saiu profundamente insatisfeito do processo por encontrar resistência do agora candidato tucano, Geraldo Alckmin, que impediu a escolha democrática da candidatura por meio da prévia partidária.
Além disso, o prefeito da capital do Amazonas vê outros pontos intransponíveis para que não apoie o candidato de seu partido.
O principal deles, segundo Virgílio, é a divergência na forma em que ambos enxergam os problemas regionais e o tratamento dispensado pelo candidato tucano aos interesses do Amazonas, notadamente à Zona Franca de Manaus (ZFM).
“Se as prévias tivessem sido feitas como eu propus, o vencedor teria sido ele por causa da mecânica interna. Somente São Paulo tem metade dos filiados e eu teria vencido no Rio de Janeiro e Amazonas. Teria feito meu papel. Mas nós teríamos evitado essa polarização ingrata que aí está. Nós teríamos dado uma demonstração de autocrítica do partido, o partido precisa parar de passar a mão em suas mazelas, teríamos percorrido o País, exposto nossos programas. Ele (Geraldo Alckmin) não quis. Então, saio apoiando a melhor candidata que é a Marina Silva”, detalhou.
O prefeito de Manaus disse também que não teme críticas do PSDB por ele se posicionar a favor de Marina Silva, ou mesmo expulsão ou algum tipo de punição.
Ele afirmou que tem “pedigree” para tomar e sustentar suas decisões e posições. Afirmou também que o ex-senador Pedro Simon está organizando um grande manifesto com pessoas de vários partidos e que apoiam a Marina para uma mobilização.
“Estamos fazendo um manifesto para a Marina com pessoas de todos os partidos. Marina já foi ministra, foi senadora, duas vezes candidata à presidência da República, ou seja, tem experiência suficiente para a gente confiar no que ela diz”, afirmou.
Arthur e Marina atuaram juntos no Senado, quando Arthur liderava o bloco de oposição ao governo Lula e Marina integrava o bloco governista. A candidata disse estar orgulhosa do apoio recebido de Arthur.
“Minha satisfação é imensa em estar junto com o prefeito Arthur Virgílio fazendo uma visita técnica a sede da Fiocruz no Estado do Amazonas (referindo-se a sua atividade na capital de Manaus). Viemos tratar de questões muito importantes no âmbito do nosso, que diz respeito à saúde pública e que diz respeito também à possibilidade de gerar emprego e renda digna às pessoas, principalmente, no caso da Amazônia”, disse a candidata, que reforçou ainda sua defesa em relação à Zona Franca.
“A Zona Franca tem cumprido papel importantíssimo na defesa do verde da região. Eu e Arthur temos conversado desde lá atrás e agora mais uma vez sobre a necessidade de um plano de desenvolvimento sustentável e uma nova base tecnológica para a região. Um plano que tenha a transição pela Zona Franca e que possa ser internalizado pelos municípios por meio dela”, finalizou.