Dois terrenos localizados no conjunto Vieiralves, que se tornou um dos centros comerciais mais badalados de Manaus, tornaram-se focos de caramujo africano, molusco que pode transmitir doenças e provocar até a morte de seres humanos. Um dos terrenos está situado na rua Rio Mar e outro na esquina da avenida João Valério, a principal do conjunto, com a Rio Jutaí. Os proprietários foram identificados e notificados pela Divisão de Educação Ambiental, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), para limparem a propriedade, sob pena de multa.
Os terrenos foram visitados segunda-feira (07/05). A equipe que foi ao local é responsável pelo trabalho de orientação sobre a coleta e o extermínio dos caramujos. O coordenador da Campanha de Combate ao Caramujo Africano, Murilo Cirino, disse que as denúncias vinham aumentando, em função do acúmulo de caramujos nos locais.
“Num primeiro momento, a Semmas se preocupou em orientar os moradores prejudicados sobre o caramujo e como fazer a coleta e o extermínio dos animais, evitando assim a proliferação. Num segundo momento, partimos para identificar os focos e cobrar dos proprietários a limpeza e manutenção”, afirmou. A incidência de caramujos está diretamente relacionada à existência de terrenos particulares abandonados e utilizados como depósito de lixo.
Caramujos africanos, trazidos da África para o Paraná, com o instuito de substituir o scargot, com preço mais baixo, causa a angiostrongilíase meningoencefálica humana, que apresenta como sintomas dor de cabeça forte e constante rigidez na nuca, podendo causar cegueira, paralisia e distúrbios do sistema nervoso. Também causam a angiostrongilíase abdominal humana, com dor abdominal, febre prolongada, anorexia e vômitos, podendo causar perfuração intestinal e hemorragia abdominal.