
Dados de estatística, segundo SSP, usa método conhecido como Crimes Violentos Letais Intencionais. Foto: SSP-AM
O Portal Marcos Santos fez um levantamento das mortes no mês de julho, contabilizando 112 homicídios, segundo registros feitos no Instituto Médico Legal (IML), só na capital, descartando, inclusive, a Região Metropolitana de Manaus.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) apresentou dados mostrando redução de mortes violentas e citando apenas 94 assassinatos. Entre os números da SSP e os registros no IML, verificados in loco pelo portal, há uma diferença de 18 corpos.
Em nota, a SSP explicou que as estatísticas do órgão seguem a metodologia de aferição de crimes conhecida como Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).
O CVLI foi criado em 2006 pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) com a proposta de padronizar as informações sobre mortes violentas no país. No CVLI, os crimes são registrados conforme sua tipificação penal. Homicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e mortes por intervenção policial.
Ontem, a SSP-AM divulgou os indicadores de homicídios. No mês foram registrados 94 casos em Manaus. Os dados gerais sobre latrocínio no ano, que também contabilizam queda na comparação com 2017, serão apresentados posteriormente, seguindo o cronograma da instituição.
Na nota, sobre a matéria do portal, a secretaria esclareceu que no mês de julho a capital do Amazonas registrou 8 latrocínios e outras 12 mortes por intervenção policial. Não houve nenhum registro de lesão corporal seguida de morte no mês.

Várias mortes violentas foram registradas no mês de julho Fotos: Divulgação e David Batista
Mortes em sequência, corpos esquartejados, tiroteios em meio a populares e muito sangue derramado nas ruas fizeram do mês de julho um dos mais violentos do ano.
O Portal Marcos Santos fez um levantamento das mortes no mês passado, contabilizando 112 homicídios, segundo registros feitos no Instituto Médico Legal (IML), só na capital, descartando, inclusive, a Região Metropolitana de Manaus.
Nesta quinta-feira (9), a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) apresentou dados mostrando redução de mortes violentas e citando apenas 94 assassinatos. Entre os números da SSP e os registros no IML há uma diferença de 18 corpos.
Observando os registros diários dos homicídios contabilizados no IML, a maioria absoluta é de homens, com 105 casos, 94,6% do total, sendo apenas 6 mulheres (5,4%).
A arma mais utilizada para o crime é de fogo, de revólver a fuzil, sendo responsável por 87 assassinatos (77,7%), seguida da arma branca, com 18 casos (16,1%). Outras formas de morte, como estrangulamento e enforcamento, somam 8 (7,1%).
As zonas mais perigosas, onde mais pessoas morreram em julho, foram a Leste, com 33 homicídios (30,6%), seguida igualmente pela Oeste, também com 33. A zona Sul ocupa o terceiro lugar, tendo 19 assassinatos (17,6%), e a zona Norte fica com a quarta posição: 15 mortes (13,9%).
As zonas mais tranquilas são a Sul, com 6 mortes violentas (5,6%) e a Centro-Oeste, com apenas 2 (1,9%).

Entre os bairros com maior número de homicídios aparecem “empatados” com sete crimes o Novo Aleixo e a Compensa, seguidos do Jorge Teixeira, com seis.
O Jorge Teixeira é o bairro de Manaus com maior número de homicídios registrados de janeiro até o dia 20 de julho. Segundo o Painel de Indicador de Acompanhamento de Homicídios Diários do Centro de Comunicações Operacionais da Polícia Militar (Cecopom), foram 55 assassinatos no local.
Na lista dos 10 bairros com mais mortes constam ainda Zumbi (5), Centro (4), São Jorge (4), e Santa Etelvina, Santo Antônio, São Francisco e Parque Dez, todos estes com 3 registros, cada.
Com a sequência de mortes registradas, corpos esquartejados e decapitados, numa clara prova de violência, e da guerra pelo comando do tráfico de drogas e mostra de força das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN), Manaus segue em ritmo crescente de mais de uma centena de homicídios por mês. Em junho foram 103.

Em Manaus, conforme dados estatísticos da SSP, divulgados hoje, o número de homicídios caiu 11,2% entre os meses de janeiro e julho deste ano na comparação com igual período de 2017. Nesse período, foram 530 homicídios, a maioria com características de execução, contra 597 do ano passado.
O secretário de segurança, coronel Anézio Paiva, afirmou em entrevista coletiva que o combate à criminalidade tem ocorrido de forma integrada, com ações ostensivas da Polícia Militar e investigativas da Polícia Civil.
“O combate está sendo feito pelas forças de segurança e reflete nessa queda no número de homicídios no acumulado do ano. Já em agosto, os nossos levantamentos apontam para uma queda em comparação com igual período do ano passado”, afirmou Paiva.
O trabalho integrado das Polícias Civil e Militar resultou na prisão de 319 acusados de homicídios só em 2018. Na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), como resultado do trabalho de uma força tarefa na unidade, houve aumento no número de inquéritos concluídos e remetidos à Justiça estadual. Até o mês passado, foram 534 inquéritos encaminhados ao Judiciário.
Em julho, foram registrados 94 homicídios na capital amazonense, 6,9% menos que no mesmo período do ano passado. No mês foi colocada em prática uma nova estratégia para combate aos crimes.
Além de reforço policial nas ruas, o secretário de segurança, coronel Anézio Paiva, determinou a montagem de Ação de Investigação, pela Polícia Civil, para identificar e prender autores de homicídios registrados na cidade.