23/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Wilker Barreto leva PHS para Amazonino. Candidatura do ex-líder  Marcel Alexandre para federal foi decisiva

Publicado em 05 de agosto, 2018

Wilker Barreto leva PHS para Amazonino

Wilker Barreto leva PHS para Amazonino, afirmando que gesto tem o objetivo de dar maiores chances de eleger o vereador Marcel Alexandre (foto) deputado federal

O presidente da Câmara Municipal, Wilker Barreto, decidiu levar o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) para Amazonino Mendes. “Tiramos o Marcel do Eduardo Braga (MDB), porque os vereadores decidiram elegê-lo deputado federal. Do jeito como as coisas estavam, ele não teria chances”, teria justificado Wilker. O vereador Marcel Alexandre é ex-líder do prefeito Arthur Virgílio e ex-presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).

Os candidatos estão fazendo contas. O grupo de Omar teria como favoritos Silas Câmara (PRB), Conceição Sampaio (PSDB) e Pauderney Avelino (Democratas). Marcel disputaria uma difícil quarta vaga com Luiz Fernando Nicolau e Dodozinho Carvalho. Feitos os cálculos, o grupo dele concluiu que se eleger seria impossível. “Ele estava jogado na água”, disse um dos integrantes.

No grupo de Amazonino, porém, o quadro não é muito diferente. Os cálculos são de favoritismo para Átila Lins e Francisco Garcia (PP) e Marcelo Ramos (PR). Marcel brigará para superar um dos três ou levar quarta vaga para o grupo.

David Almeida (PSB), também candidato ao governo, têm em seu grupo o deputado estadual Zé Ricardo (PT). Eduardo Braga (MDB), candidato ao Senado, vai lutar para eleger Gedeão Amorim (MDB). Zé e Gedeão também têm chances na disputa da Câmara Federal.

 

Igreja Restauração e outras igrejas

Amazonino, com a mexida, leva de quebra o apoio de Renê Terranova, líder da Igreja Restauração. Marcel Alexandre é o braço direito de Terranova.

Omar Aziz conta com apoios das igrejas Assembleia de Deus, liderada pelo pastor Jônathas Câmara, irmão de Silas Câmara, e Universal, à qual o próprio Silas é ligado.

 

Madrugada

As articulações para o rompimento do PHS com o prefeito foram encerradas na madrugada deste domingo (05/08), por volta de 1h. É o último prazo para as convenções partidárias. Na véspera, Wilker retirou a convenção do partido do Studio 5, onde apoiaria Omar Aziz. E a remarcou para a sede partidária, no conjunto Tropical, no Parque 10.

Arthur ainda tentou estancar a saída do PHS e evitar um racha na base de sustentação da Prefeitura na Câmara Municipal. Ele retardou a chegada à convenção de Omar Aziz, no sábado (04/08). Estava conversando com Marcel Alexandre e um grupo de vereadores. Chegou a citar o partido e Wilker em seu discurso. Tudo parecia acertado, mas, neste domingo, o rompimento foi confirmado.

 

Alfredo Nascimento mexeu nos bastidores

O deputado federal Alfredo Nascimento, candidato ao Senado de Amazonino, seria responsável pela articulação que tirou o PHS de Arthur. Ele chegou a ser indicado, dentro do grupo político da Prefeitura, como candidato do prefeito a senador. Conheceu as entranhas da máquina administrativa. E aconselhou o governador a tirar peças chaves do grupo.

Teria sido Alfredo Nascimento que indicou a Amazonino os nomes do vice-prefeito Marcos Rotta e de Wilker Barreto. Rotta, convidado a disputar o Senado com Omar, ainda estuda qual caminho tomará. Wilker decidiu aceitar o convite e apoiar Amazonino.

Wilker teria indicado muitos cargos de confiança na Prefeitura de Manaus. Eles seriam, somados aos cargos da Câmara Municipal, a base da estrutura política na qual se apoia para a eleição. O aceite do convite do governador e o rompimento com o prefeito significa que estrutura parecida foi oferecida.

 

Desastre e desemprego

Uma das mexidas propostas por Alfredo Nascimento foi um desastre. Ele tirou Antônio Peixoto, um dos principais assessores da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Achou que ele era o maior tocador de obras da Prefeitura.

Peixoto, que o prefeito chegou a chamar de “Cavalo”, pelo volume de trabalho, seria o secretário estadual da Região Metropolitana. Quando Rotta deixou a Seminf ele achou que assumiria o cargo de secretário. Arthur preferiu Kelton Aguiar, que levou para a pasta em sua primeira gestão, como office boy, hoje formado em Engenharia e Arquitetura.

Os “olheiros” do governador foram verificar e acharam que Peixoto não era tudo isso, vetando a indicação.

Peixoto, por outro lado, já havia pedido exoneração da Seminf. Como não foi admitido nas hostes do Governo do Estado ficou desempregado. Terá que voltar à função de policial civil.

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