06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Furto de cabos e falta de informação ao consumidor levam Ageman a notificar concessionária de água

Publicado em 30 de julho, 2018

Manaus 21.06.2018. Reunião do Conselho Municipal de regularização e Fiscalização. Foto: Lucas Silva/Semcom

O desabastecimento de água ocorrido na Colônia Santo Antônio e Nova Cidade, ambas na zona Norte, ocasionado pelo furto de cabos elétricos nas unidades de abastecimento da concessionária Manaus Ambiental levou a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) a cobrar providências da empresa na tentativa de conter o problema em toda a cidade.

Conforme notificação encaminhada nesta segunda-feira (30), à empresa, a diretoria técnica da Ageman concedeu prazo de cinco dias para que a concessionária apresente por escrito as medidas que a empresa vem adotando para resolver ou minimizar o desabastecimento de água causado pelos furtos de cabos elétricos. Outro ponto questionado pelos técnicos da agência de regulação é sobre a falta de informação para os consumidores prejudicados.

“É direito dos clientes a informação clara e precisa quanto às alterações e interrupções no fornecimento, bem como as medidas mitigadoras a serem oferecidas, e nós temos relatos de consumidores que estão ficando sem água devido ao furto dos cabos e a concessionária, ao tomar conhecimento da situação, não vem prestando a devida informação aos usuários que ficam desabastecidos por longos períodos e não sabem sequer o que está acontecendo, porque a empresa não está informando como deveria”, explicou o diretor-presidente da Ageman, Fábio Alho.

A continuidade, a regularidade e a eficiência dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário são princípios norteadores da relação contratual com o Poder Público, conforme o contrato de concessão.

Em maio, a Ageman já havia alertado a concessionária para um problema de furto de cabos ocorrido na Estação Elevatória de Água do Coroado, na zona Leste, e que causou desabastecimento na localidade.

Fábio Alho ressalta que, caso a empresa não preste as informações dentro do prazo estabelecido, a notificação poderá ser revertida em advertência e até multa.

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