Depois de quase uma década de construído o Centro de Biotecnologia da Amazonas (CBA) vai finalmente ganhar uma identidade jurídica e poder desempenhar o papel para o qual foi criado, ser um centro biotecnológico de agregação de valor aos produtos e insumos amazônicos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (16/04) pelo superintendente da Zona Franca de Manaus, Thomaz Nogueira.
Durante a visita de um grupo de deputados estaduais e federais e representantes do Estado do Amazonas às instalações onde funciona o CBA, desde dezembro de 2002, quando foi inaugurado, o superintendente anunciou que até o final do primeiro semestre deste ano o Governo Federal deverá concluir a definição da identidade jurídica do CBA com a criação da empresa pública que ficará responsável pela gestão do órgão.
A visita, organizada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas (SECT) em parceria com a Suframa, teve o objetivo de apresentar à sociedade um panorama atual do CBA, fornecendo detalhes sobre sua infraestrutura, projetos em desenvolvimento e principais dificuldades operacionais.
O secretario de Ciência e Tecnologia do Amazonas, Odenildo Sena, disse que a ideia de realizar a reunião com os parlamentares amazonenses na sede do CBA teve o propósito de possibilitar a eles que conhecessem pessoalmente a realidade da instituição, a fim de que somem forcas para auxiliar na solução dos problemas enfrentados pelo Centro. “O CBA está perto de completar dez anos de sua criação e é preocupante que uma estrutura desse porte, com tantos laboratórios e muitos deles únicos na região, ainda não esteja funcionando devido à ausência de uma ‘certidão de nascimento’. Precisamos trabalhar coletivamente para que essas definições sejam feitas com urgência e esse órgão, de tamanha relevância para a Amazônia e para o Brasil, funcione efetivamente”, afirmou Sena.
Segundo Thomaz Nogueira, já existe uma minuta de Projeto de Lei referente à criação da empresa pública que gerenciará o CBA em tramitação no Governo Federal e a Suframa está também, no momento, fornecendo subsídios para que sejam definidas diretrizes do modelo de gestão do Centro, dentre as quais questões como as formas de financiamento e captação de recursos, o ministério ao qual o órgão ficará vinculado diretamente e também a seguridade do vínculo profissional com seus funcionários.