13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Amazonas tem mais de 6 mil presos no cadastro da Justiça

Publicado em 22 de maio, 2018

Banco Nacional de Monitoramento de Prisões recebeu o cadastro final dos dados do TJAM, que apontam 6.066 presos no Estado. Foto: Arquivo

Somando presos provisórios e condenados, o Amazonas tem 6.066 pessoas privadas de liberdade. Os dados são do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM), finalizados no cadastro de todos os presos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).

O Cadastro de Presos, plataforma desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), contém dados pessoais e processuais sobre os presos ou pessoas procuradas, com informações em tempo real sobre ordens de prisão ou de soltura.

No caso das pessoas privadas de liberdade mantidas no sistema carcerário, haverá, por exemplo, o registro de nome, idade, escolaridade, assim como informações sobre o motivo da prisão.

Cadastro concluído

Até o momento, 13 unidades da Federação já concluíram o cadastro: Amazonas, Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Tocantins e Sergipe. Às 18h30 desta segunda-feira, o BNMP já contava com as informações de 365.291 presos de diversas unidades da federação.

O principal desafio do tribunal amazonense para o cadastramento foi superar as deficiências de comunicação com Manaus, via internet, das comarcas dos municípios mais distantes para a transmissão de dados.

Interior

Por isso, as comarcas do interior contaram com um núcleo de assessoramento jurídico virtual, formado por quinze servidores situados na capital. O núcleo de apoio continuará à disposição para a atualização diária das informações do BNMP.

“Algumas comarcas distam mais de .600 quilômetros de Manaus, e o acesso só pode ser feito por barco ou helicóptero. O cadastramento foi possível por meio de força tarefa estabelecida entre os magistrados das Varas de Execução Penal”, disse o juiz auxiliar da presidência do TJAM Flávio Henrique Albuquerque de Freitas.

Tribunais

Conforme o Geopresídios, sistema mantido pelo CNJ, há 72 estabelecimentos penais em todo o Estado. No mês passado, o secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Júlio Ferreira de Andrade, visitou tribunais de justiça das regiões Norte e Nordeste para acompanhar a implantação do sistema.

“O CNJ tem monitorado e cobrado a implementação do cadastro em todo o Brasil”, disse Andrade. De acordo com ele, a solução dos problemas de implantação do BNMP tem sido encontrada com os tribunais, que organizam mutirões de servidores para acelerar a inclusão das informações dos presos no sistema.

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