
O diretor-presidente do Detran-AM, Vinicius Diniz, disse que nenhum dos envolvidos na operação Chancela era credenciado junto ao órgão. Foto: Divulgação
O diretor-presidente do Detran-AM, Vinicius Diniz, esclarece que, embora os despachantes sejam profissionais credenciados junto ao órgão, eles não são funcionários, não possuem vinculo empregatício, logo não podem ser identificados como “despachantes do Detran”. No caso dos envolvidos na operação “Chancela” deflagrada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira, Diniz afirma que nenhum deles estava credenciado junto ao órgão.
Segundo Diniz, a atuação desses profissionais junto ao órgão se dá por meio da representação outorgada pelo usuário dos serviços do Detran-AM, seja na área de veículos ou Habilitação. E para que eles possam exercer esse papel precisam estar regularizados junto ao Sindicato da categoria.
Em relação aos Certificados de Registro de Licenciamento Veicular (CRLV), documentos sem preenchimento (em branco) apreendidos durante a operação, o Detran-AM informa que esses fazem parte de um lote furtado das dependências da unidade do órgão, no município de Iranduba, em 2012, acontecimento que já é alvo de inquérito instaurado pela Polícia Civil.
A direção do Detran-AM esclarece que tem adotado inúmeras providencias para frear a ação dos falsos despachantes, conhecidos como zangões. Uma dessas medidas começou a ser colocada em prática, a partir da inauguração da nova sede, quando passou a ser feita a triagem das pessoas que procuram o órgão de acordo com o serviço demandado.
O diretor-presidente Vinicius Diniz afirma que o Detran-AM está acompanhando o desenrolar das investigações e que está colaborando com a Polícia Civil.