Desde julho de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou a permissão para que Estados e Municípios legislem sobre os mototaxistas, todos aguardam a regulamentação dessa atividade. A situação virou um pântano, com os vereadores, em ano de eleição, correndo a légua do problemas que envolve alegados 3 mil, depois 5 mil e hoje 12 mil votos empregados no setor. Eles devem ser até mais.
Enquanto a regulamentação não vem, o que se vê nas ruas é todo tipo de agressão à vida. “No Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), onde trabalho, quando a equipe atende em torno de 20 motoqueiros, no fim de semana, o serviço começa a ficar mais calmo e a gente até brinca: ‘Pronto, acabou a cota deles no dia”, afirma um médico plantonista, que prefere não ser identificado.
A foto ilustra uma dessas agressões. A população, diante da crônica deficiências no transporte coletivo, defende-se como pode, inclusive colocando em risco as vidas de seus filhos.
A sociedade deve exigir essa regulamentação, que vai dizer onde e como os mototaxistas poderão atuar. Certamente jamais poderá ser incluído o transporte de crianças, num risco claro, como nesse caso.
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