Dia desses, Moacyr Franco, ator, humorista, compositor e político mineiro, de 75 anos de idade, foi entrevistado em rede nacional, pela TV aberta. Mesmo aos telespectadores não tão atentos assim, deu para se notar a mágoa discreta do artista no tocante ao mesmo “não ser citado” na história. No caso, da música popular brasileira.
Pois bem, pergunto: não existe o G-20, que coordena e influencia grande parte da política internacional? No Brasil e em outros países em desenvolvimento (aliás, o país faz parte do G-20 também), esse direcionamento, de “quem faz e acontece”, ocorre, principalmente com as reuniões e convenções de poucas e poderosas pessoas (Em Economia se aprende sobre os duopólios e oligopólios, que se reúnem e determinam os preços e as áreas em que serão vendidos os seus produtos, além de “exterminarem” os pequenos concorrentes).
No caso do Moacyr Franco, supertalentoso e “esquecido’ pela grande mídia, mesmo que ele superlote casas de show pelo Brasil, não está inserido na GRANDE MÍDIA – assim como vários artistas do passado. Ou seja, o que foi Macro torna-se micro, e o sucesso alcançado em dado tempo, em rede nacional (anos de 1970 e 1980), direcionou o artista a uma espécie de regionalismo fechado e adormecido.
Sabe por quê? Porque a eles (os artistas “esquecidos”) falta-vos uma melhor base de marketing necessária para que os mesmos sejam re- guindados à grande mídia (no caso do Beto Barbosa, deu certo).
Esse trabalho é incessante e atualizado. Infelizmente o “espírito” do artista clama por reconhecimento add infinitum e nem sempre combina com o lado econômico, árido e frio.
* Daniel Sales é pesquisador cultural.