Após a queda do homem no pecado, o Deus Justo aplicou a sanção previamente prometida: pena de morte! Segundo as Escrituras, que para os genuinamente cristãos é o registro inspirado da Palavra de Deus, a morte não é produto natural do envelhecimento, biologicamente natural ou de fatalidades, mas um castigo pela violação da lei moral divinamente instituída.
Com certeza, para o Deus Justo, que é simultaneamente o Legislador e Juiz de toda a terra, a pena de morte é a única punição que fez jus a gravidade da desobediência humana. Por isso, o homem é um ser caído, espiritualmente morto, aguardando a morte física, para amargar eternamente a morte espiritual.
Como nenhum mortal supera a sabedoria divina, percebe-se que o próprio Criador da vida estabeleceu a pena de morte como produto do pecado. Segundo o livro de Gênesis, Deus disse a Noé que a terra estava cheia de violência por causa da maldade pecaminosa dos homens, por isso ele decidiu soberanamente destruir toda a humanidade junto com a terra. Mais uma vez, para punir o pecado, Deus aplicou a pena de morte.
Após o dilúvio e a sobrevivência pela graça divina de Noé, sua família e os animais que estavam na arca, Deus instituiu a pena de morte quando naquele momento de recomeço humano disse a Noé: “Certamente cobrarei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; eu o cobrarei da mão de cada um a vida do seu próximo. Quem derramar sangue de homem, terá o seu sangue derramado pelo homem, porque Deus fez o homem à sua imagem”, Gênesis 9: 5 – 6.
Muita gente que é contra a pena de morte afirma que ela pertence ao Antigo Testamento, e como ele caducou, pelo seu cumprimento em Cristo Jesus e o estabelecimento de uma Nova Aliança, a pena de morte também foi abolida. No entanto, Deus institui a pena de morte para quem assassinar outro ser humano, séculos antes da Aliança no Sinai, que Deus fez com a nação de Israel. Assim sendo, não se trata de uma lei do Antigo Testamento, mas, um princípio divino da criação cuja validade e relevância permanecem pelos séculos.
A razão teológica apresentada por Deus a Noé para fundamentar e justificar a pena de morte foi o fato de que Ele criou o ser humano à sua imagem e semelhança, logo, a vida é sagrada aos olhos de Deus e somente Ele e mais ninguém tem direito de ceifá-la. E quem atrever-se a tirá-la, deverá pagar com a sua própria vida.
No decálogo, Deus para preservar a vida ordenou: “Não matarás”, Êxodo 20:13. Com certeza, a melhor tradução deveria ser: “Não assassinarás”, pois, Deus mandou matar em outras partes do Antigo Testamento e, segundo o Novo Testamento, o Estado é uma instituição divina que tem autoridade para executar os assassinos aplicando a pena de morte.
Se o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo fosse levado a sério, assassinos brutais que tiram a vida de suas vítimas, que imploram para não morrer, pois, não há necessidade, deveriam receber a justa pena por atentar contra a imagem de Deus: a pena de morte!
Os casos chocantes de assassinatos bárbaros, que ocorrem diariamente em nossa sociedade, deveriam promover uma comoção nacional para que a pena de morte seja estabelecida para assassinos, em nossa constituição e código penal.
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Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.