O veterano sambista compositor, Paulo Santos, que iniciou no samba, no Estado do Acre, no início de 1960, passou pela Barelândia, de Mestre Maranhão, ainda nos anos 70, quando a escola ainda era uma batucada, e que andou pelos quatro cantos da cidade de Manaus nos anos 80, cantando e compondo, defendendo também o “boca de ferro” da escola de Ipujucan (a Ipixuna), entre 1986 a 1988, virou uma espécie de “lenda viva” do samba baré.
Em meados dos anos 80, Paulo participou do legendário grupo Sambarca Show. Nos anos de 1990, ele era locutor de um programa de pagode na Rádio Rio-Mar. Paulo Santos ainda voltou mais uma vez a compor e a cantar (foi o intérprete oficial da Ipixuna em 2008 e 2009, quando o samba da escola foi dele). Hoje, aos 70 anos, com problemas na voz, mas com tanta vontade de estar em ação, não aceita desfilar em alas: não é folião somente. Por isso mesmo desfilara na Bateria de Mestre Didi Redman, na Vitória Régia em 2012. Mais uma etapa na vida do velho sambista. A voz de negro, grave e com sutilezas no falar, hoje, rouca e baixa é um exemplo de força de vontade.
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