A homologação do resultado do concurso público da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), realizado em 2011, para o preenchimento de 132 vagas, será publicada ainda nesta quinta-feira (02), no Diário Eletrônico da Casa. A informação foi dada hoje (02.02) pelo presidente da Aleam, deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD). “A partir de agora já começaremos a ver a documentação dos novos funcionários e suas lotações nos locais de trabalho. Esperamos que esses novos profissionais somem na melhoria de nossos trabalhos”, disse.
Segundo o presidente da Aleam, não haverá desvio de função dos aprovados. “Quem passou para motorista, exercerá a função de motorista; quem passou para economista, exercerá a função de economista. Tivemos o cuidado de, mesmo antes de chamar os aprovados, publicar um decreto que proíbe a disposição ou o desvio de função”, enfatizou o presidente. E acrescentou que “nada impede que, ao longo dos anos, a pessoa que se dedicou e se revelou na função, possa ocupar cargos de gerência ou ascender para outras funções”.
Ricardo Nicolau agradeceu o apoio de todos os parlamentares, bem como da Polícia Federal (PF), que guardou as provas, do Ministério Público do Amazonas (MPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM). “Graças a Deus não tivemos nenhuma intercorrência no processo de realização do concurso, que foi realizado de forma aberta, transparente, para que não se tivesse nenhuma dúvida”, apontou o deputado.
O Concurso
Com edital lançado no dia 20 junho, o certame teve 40.240 inscritos, dos quais 30.509 candidatos para as vagas de nível médio, e 9.731 inscritos para as vagas de nível superior. O cargo mais concorrido foi o de Assistente Técnico Administrativo, de nível médio. Pelos próximos dois anos, da validade do concurso, a previsão é de que o número de substituições de cargos comissionados por concursados chegue até 200 vagas, por meio do cadastro de reserva.
A empresa responsável foi o Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE/FGV), instituição reconhecida nacionalmente na realização de concursos que, segundo Ricardo Nicolau, o Poder Legislativo deposita total confiança, bem como em sua equipe responsável pelo preparo das provas e realização do certame.
O concurso incluiu provas objetivas para nível médio (7 de setembro) e superior (11 de setembro); prova discursiva para procurador e analista de controle (9 de outubro); prova prática para educação física, cinegrafista, radialista, técnico em TV e motorista (9 de outubro) e análise de títulos (4 de novembro). As provas foram realizadas em clima de tranqüilidade, com abertura dos malotes, mantidos lacrados e sob a guarda da Polícia Federal até a manhã do dia de cada prova.
A realização do concurso, que foi autofinanciável por meio das taxas de inscrições, recebeu apoio unânime dos 24 deputados da Casa, que entenderam a necessidade do concurso após tantos anos de contratações temporárias. Logo que assumiu a presidência da Aleam, Ricardo Nicolau definiu a criação de uma Comissão Técnica, responsável pela organização do concurso da Aleam, que avaliou o número de vagas necessárias os cargos a serem ocupados.