O defensor público Antônio Albuquerque Júnior, nomeado para compor a Comissão Eleitoral que vai estabelecer as regras para a eleição do Conselho Superior da Defensoria Pública do Amazonas, afirma ter sido surpreendido com a indicação, uma vez que não foi consultado e é um dos concorrentes. A indicação dele para a comissão o tornaria inelegível.
“A indicação não é compulsória e pode muito bem ser recusada. O normal é que o indicado receba pelo menos um telefonema, antes da indicação, coisa que não aconteceu comigo”, disse Antônio Vasconcelos.
O defensor-geral em exercício, Ricardo Trindade, disse que vai substituí-lo de imediato. “Estava envolvido em muitas atribuições e pedi a outros colegas que entrassem em contato para formar essas comissões. Foi por isso que formei uma comissão de transição. O Péricles (Souza), que integra essa comissão, entrou em contato com ele. Não sabíamos que ele era candidato. Vou ligar pessoalmente para ele e vou retirá-lo, segunda-feira, alterando a portaria. Isso não é um problema”, disse.
Antônio foi relacionado pelo defensor público-geral em exercício, Ricardo Trindade, numa comissão que tem como presidente Vitor Kikuda e os membros Raimundo Sérvulo e ele. A eleição para conselheiro superior da Defensoria Pública acontece dia 3 de fevereiro. Os mandados atuais vencem no dia 12 de fevereiro e a posse dos eleitos está marcada para o dia 13/02. O período de inscrições de candidatos ainda não foi aberto.
Entenda o caso
O Conselho Superior da Defensoria Pública é que vai julgar o resultado do trabalho da comissão que vai tocar o processo administrativo disciplinar contra o ex-defensor público-geral Tibiriça Valério de Holanda e seu sub-defensor, Wilson Oliveira de Melo Júnior. A formação desse conselho se tornou fundamental na luta política interna da Defensoria Pública e o ex-defensor público-geral Tibiriçá Valério de Holanda está atuando nos bastidores para formar maioria, garantindo imunidade, assim como seus adversários, para derrotá-lo de vez.
A comissão que tocará o processo contra o ex-defensor público-geral é presidida pela defensora Valéria Silva e, formada pelo critério de antiguidade, tem como membras Fátima Loureiro, Imair Faria, Beatriz Botinelli e Regina Jansen.
Antônio Vasconcelos Júnior é o defensor-público que atua no Pronto-Atendimento ao Cidadão (PAC) do São José, um dos mais procurados da cidade. Vice-presidente da Associação dos Defensores Públicos, ele afirma que é independente.