O fortalecimento do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que até hoje não conseguiu funcionar plenamente, e mais diálogo com a sociedade, foram as principais promessas no discurso de posse do novo superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, que assumiu o cargo hoje. Bacharel em Direito e ex-secretário-executivo da Receita da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), Thomaz é o 19º dirigente dos quase 45 anos da autarquia.

Novo superintendente da Suframa prometeu tirar o CBA da estaca zero e sinalizou por mais ação contra o confisco de recursos da Suframa pelo Governo Federal
Emocionado, sem conter as lágrimas, Thomaz fez reverente e elogiosa menção à sua antecessora, Flávia Grosso, que ficou oito anos no cargo e teve o nome aplaudido. Também agradeceu também à confiança do governador Omar Aziz e da presidente Dilma Rousseff. “Tenho clara a relevância social e econômica do cargo que assumo. Buscaremos abrir cada vez mais a Suframa ao diálogo com a sociedade para que possamos, juntos, consolidar a dinamização e o fortalecimento do modelo Zona Franca de Manaus”, afirmou.
Thomaz Nogueira mostrou que não vai se furtar a enfrentar os gargalos da Suframa. Disse que lutará pelo fortalecimento do CBA e lembrou o contingenciamento de recursos, pelo Governo Federal, que engessa a instituição. “Acre, Amapá, Amazonas, Roraima e Rondônia têm direito a uma ação mais eficaz”, destacou.
O titular interino do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, destacou que a administração federal não tem dúvidas sobre a consistência ou o êxito do modelo Zona Franca de Manaus. “A nossa meta é fortalecê-lo para que os índices de geração de emprego e renda sejam potencializados e a região como um todo possa se desenvolver cada vez mais”, disse. Ele também destacou o trabalho feito pela ex-superintendente Flávia Grosso. E deixou no ar uma advertência: “O modelo precisa evoluir e ser modernizado e essa é uma das principais missões do novo superintendente”.
Os números positivos da Suframa foram lembrados pelo superintendente adjunto de Projetos da Suframa, Oldemar Ianck, que dirigiu interinamente o órgão nos três meses após a renúncia de Flávia Grosso. A geração de aproximadamente 500 mil empregos diretos e indiretos e faturamento de cerca de US$ 36 bilhões, em 2010, foram os pontos principais. “Temos a sensação de que o modelo já consolidou muitas conquistas, mas que diversas outras estão no caminho e precisam ser efetivadas”, afirmou.
Omar Aziz fez referências à competência de Thomaz Nogueira, enquanto técnico da Sefaz, e disse que o novo superintendente conta com o apoio da classe política regional para alcançar o desenvolvimento do modelo. “É um momento de grande alegria, mas também de muita responsabilidade. Me tranquilizo porque o ministro interino do MDIC, Alessandro Teixeira, mostrou-se solidário a questões colocadas como urgentes para o Amazonas, como a proteção aos produtores de juta e malva no Interior, a prorrogação do período de implantação do sistema Ginga nos televisores e a atração de novos setores produtivos para o PIM”, afirmou.
Na condição de representante de Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas e os municípios de Macapá e Santana, no Estado do Amapá, abrangidos pela Suframa, o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, afirmou não ter dúvidas de que a escolha de Thomaz Nogueira se mostrará alvissareira. “Pela emoção das palavras ditas e pela competência já demonstrada, o novo superintendente tem o nosso voto de confiança”, disse.