22/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MPF acolhe indiciamento da PF e denuncia presos por desvio de recursos da saúde

Publicado em 05 de fevereiro, 2018

Denúncia contra envolvidos no esquema de desvio milionário da saúde, descoberto na Maus Caminhos, será apresentada nesta terça-feira pelo MPF. Foto: Arquivo

Sete dias depois da Polícia Federal ter indicado o ex-governador José Melo, a ex-primeira dama Edilene Oliveira e ex-secretários por corrupção passiva, o Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas vai apresentar nesta terça-feira (6) denúncia contra os envolvidos no esquema de desvio de mais de R$ 110 milhões da área da saúde.

A denúncia decorre das investigações e indiciamento a partir das operações “Custo Político” e “Estado de Emergência”, deflagradas pela PF, MPF e Controladoria Geral da União (CGU) no Amazonas.

O procurador da República Alexandre Jabur, responsável pela atuação do MPF no caso, desdobramento da Operação Maus Caminhos, vai esclarecer os principais argumentos de acusação na denúncia e detalhar a participação dos ex-secretários de Estado e do ex-governador no esquema de desvios milionários.

Janeiro

A Polícia Federal indiciou José Melo, Edilene Oliveira e mais quatro ex-secretários pelos crimes investigados nas operações desdobramentos da Maus Caminhos, como a “Custo Político” e “Estado de Emergência”.

Melo, Wilson Alecrim (Saúde), Pedro Elias (Saúde), Afonso Lobo (Sefaz) e Evandro Melo (Sead) foram indiciados pelos crimes de corrupção passiva, ocultação de bens e associação criminosa. Edilene Oliveira está indiciada por obstrução da Justiça e organização criminosa.

O ex-governador está preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), no KM 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Edilene está no presídio feminino (CDPF), no mesmo complexo. Todos os demais cumprem prisão domiciliar.

Corrupção

A “Custo Político” investiga crimes de corrupção ativa, de corrupção passiva, de lavagem de capitais e de organização criminosa.

A Justiça determinou o bloqueio dos bens e valores dos investigados no montante de aproximadamente R$ 67 milhões visando o futuro ressarcimento do Estado.

Crimes

Os crimes eram praticados por membros da organização criminosa alvo da primeira fase que, utilizando-se dos recursos públicos desviados do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas, realizavam pagamentos de propina a agentes políticos e servidores públicos.

O objetivo do grupo era obter facilidades dentro da Administração Pública estadual, tais como agilizar a liberação de pagamentos, obtenção de contratos públicos e o encobrimento dos ilícitos praticados.

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