28/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MPF pede condenação da ex-superintendente da Suframa Flávia Grosso e outros cinco réus

Publicado em 15 de janeiro, 2018

MPF-AM pediu condenação de Flávia Grosso por improbidade administrativa. Ele pediu exoneração da Suframa em 2011, quando foi feita a denúncia. Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas pediu a condenação de Flávia Skrobot Barbosa Grosso, ex-superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e de outros cinco réus pela prática de improbidade administrativa, em alegações finais de ação ajuizada pelo órgão em 2011.

Como parte dos pedidos em sua manifestação final antes da sentença, o MPF requer também o ressarcimento no valor de R$ 120 mil referentes à contratação irregular de serviços particulares de advocacia, pagos com dinheiro público, e a declaração da nulidade do contrato firmado pela Suframa com a Brasília Consultores Associados S/S.

Réus

Entre os demais réus estão Plínio Ivan Pessoa Da Silva ex-superintendente adjunto da Suframa, Fernando Nunes Da Frota, ex-procurador-chefe da autarquia, e Eduardo Bonates Lima, que exercia a função de coordenador jurídico da Suframa à época.

O MPF quer ainda a condenação dos sócios administradores da Brasília Consultores Associados S/S, Jorge Ulisses Jacoby Fernandes e Margarida Maria Queiroz Melo Fernandes, também pela prática de improbidade que resultou em enriquecimento ilícito, dano ao erário e afronta aos princípios da administração pública.

Dano ao erário

Para o MPF, Flávia Grosso causou dano ao erário ao autorizar indevidamente, por dispensa de licitação, o contrato n.º 49/2008 com a empresa Brasília Consultores Associados S/S, uma vez que poderia utilizar-se da consultoria prestada pela própria Procuradoria Federal junto à autarquia, e ainda dificultou a apuração das irregularidades contra procuradores, defendendo-os indiretamente com a contratação do serviço de advocacia.

No documento apresentado à Justiça, o MPF ressalta que houve desvio de finalidade na medida administrativa, já que a contratação da consultoria privada se deu, na verdade para a defesa de interesses pessoais.

O contrato nº 49/2008 tinha o objetivo de assessorar a então superintendente e outros dirigentes da Suframa, dando suposta legalidade aos atos praticados pelos réus, inclusive com a elaboração de parecer jurídico contra ação civil pública movida pelo MPF apontando diversas irregularidades.

Irregularidades

As irregularidades aconteceram desde a elaboração do projeto básico, a escolha do tipo da licitação e a execução de outros contratos e aditivos, em contrato firmado pela Suframa com a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi).

A ação tramita na Justiça Federal sob o número 1682-42.2011.4.01.3200 e aguarda sentença.

Saída da Suframa

Flávia Grosso pediu exoneração do cargo da Suframa em 2011, depois de denúncias de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. Ela responde a processos no Ministério Público Federal.

À época, em comunicado à imprensa, Flávia Grosso informou que deixava o cargo com a certeza de que honrou com todos os deveres que lhes foram atribuídos, com honestidade e eficiência.

“Não posso permitir mais que inverdades sejam por outros utilizados “politiqueiramente” para denegrir e prejudicar o futuro do modelo Zona Franca de Manaus. Não faria isso antes, não farei agora, ainda mais quando a Zona Franca de Manaus atravessa momento de transição para rumos melhores e maiores”, disse Flávia Grosso, em 2011, em nota.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.