16/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

O ser humano e seus desafios – a recompensa é a própria jornada

Publicado em 13 de dezembro, 2011

Quando  pensamos que já vimos, vivemos ou vivenciamos de tudo no decorrer da vida, somos lançados e alçados a enfrentar novos desafios e  ficamos sem entender  o que realmente move o  Ser Humano em sua jornada: capacidade de realizar, desafio de contribuir, competencia de superar,  ou  aprender com o novo ?? Todas são boas justificativas e tudo valerá a pena  quando a alma não é pequena,  frase imortalizada de Fernando Pessoa, que sempre a invocamos para explicar  o que é dificil de entender.

Quantas estradas precisará um homem  andar,

Antes de chamá-lo de um Homem?

Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar,

Antes que ela possa dormir na areia?

A resposta estará na oportunidade, circunstancia e  crença que leva o Homem a seguir em frente, seja de forma planejada ou quando simplesmente acontece.

A resposta estará sempre no sentimento de realização, na mente e no coração de cada cidadão que luta por um mundo melhor e acredita que as instituições foram criadas com o propósito de beneficiar e desenvolver novas maneiras de simplificar o modo de viver. Propósito nada  fácil de executar se levarmos em consideração o descrédito das  entidades, o desânimo das pessoas e o descumprimento das normas e  princípios  em detrimento de interesses individuais e personalísticos.

O estigma  de que somos todos responsáveis por um mundo melhor remonta ao princípio da humanidade, quando o desconhecido era a única coisa conhecida e necessária para a sobrevivencia, em  contrapartida com o mundo de hoje, facilitado pelo conhecimento e suportado pela tecnologia. Tudo é possível e nada é duradouro. Nessa tajetória de descobertas, ingredientes foram adicionados para incrementar a luta por essa sobrevivencia: poder, talentos, habilidades, valores,  amigos, influencia, ética, moral, postura, atitude e outros tantos mais. O discernimento do bem e do mal, do certo e o errado foi postulado no princípio biblico, onde cada um é responsável  por suas escolhas e por elas deve responder.

Quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Até poder ver o céu?
Quantos ouvidos precisará um homem ter
Até que ele possa ouvir o povo chorar? 

Abraham Lincoln diz que “o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer” ou de tentar (grifo meu),  ensinando que não existe  sucesso sem fracasso ou vitória sem batalha.  Haverá de vencer àquele que, por convicção, de que sendo convidado a colaborar , esgotará todas as suas forças, suas energias, sua inteligencia, sua competencia e sua auto-estima no atendimento  ao chamado de que pode agregar valor  ao caminho já percorrido por outros desbravadores.

Viemos ao mundo para viver, amar, aprender/ensinar e deixar um legado. Essas dimensões fortalecem o desenvolvimento e alinham nosso comportamento. Não existe atalho na vida, o que colhemos é o que plantamos, a despeito de toda a “transgenização”, essa é uma lei universal e imutável.  A liderança pelo exemplo, boas ações, um bom nome, uma boa reputação vale mais do que  muitas palavras e riquezas, é a certeza da continuidade do processo nas bases da ética, doméstica e moral.  Tudo isso não tem preço , mas tem um valor inestimável.

Quantos anos podem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas a serem livres?
Quantas vezes pode um homem virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não ver? 

A consciencia do papel a desempenhar, das tarefas a cumprir, das barreiras a quebrar, do novo a desbravar  farão do passo,o compasso da trilha a ser percorrida  que se configurará numa labuta diária, solidária e solitária  no final  e  bem no final, a recompensa será a própria jornada.

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Autor
Ozeneide Casanova

Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...

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