
Afastamento da desembargadora Encarnação Salgado ocorreu porque ela foi acusada de ligação com integrantes da FDN
Afastamento da desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) está mantido por mais três meses. A decisão, unânime, acaba de ser tomada na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela foi afastada sob a acusação de excesso de alvarás de soltura de presidiários ligados à Família do Norte (FDN).
O julgamento de Encarnação se deu na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Só esse colegiado, formado pelos 15 mais antigos dos 33 integrantes da corte, pode julgar desembargadores e governadores. O amazonense Mauro Campbell integra o grupo, que ainda permanece em sessão nesta tarde de quarta (06/12).
No dia 9 de junho, na Operação La Muralha, o gabinete e a casa da desembargadora foram vasculhados pela Polícia Federal. Um total de 15 mandados foram cumpridos pela Polícia Federal, emitidos pelo STJ.
O tribunal decidiu afastar Encarnação Salgado antes mesmo do oferecimento de denúncia, em caráter excepcional. A corte entendeu que os fortes indícios da ligação dela com o tráfico de drogas exigia a ação.
O Ministério Público Federal (MPF) podia pedir seis meses de afastamento. Ao pedir três meses indica que, na ação penal, deverá pedir que ela fique afastada até o julgamento final.
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