O senador pelo Amazonas e ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, “subestima a inteligência comum” ao alegar desconhecimento da abertura irregular de conta e CNPJ falso na campanha que o elegeu. A afirmação é do ministro Marco Aurélio de Mello, no relatório lido hoje, no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro pediu a cassação do mandato dele, mas, em seguida, a ministra Nancy Andrighi pediu vistas do processo, que deve retornar em dez dias para a continuação do julgamento.
Alfredo está sendo defendido pelo ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Neves. A ação é do DEM e do deputado federal Pauderney Avelino, que foi o segundo colocado no pleito para o Senado, em 2006, e pede a posse imediata no lugar de Alfredo.
A acusação é de que Nascimento captou recursos e gastou antes da obtenção do CNPJ da candidatura, da abertura de conta bancária específica e do prazo permitido, afrontando toda a legislação eleitoral. Essa movimentação não foi declarada na prestação de contas e o ministro Marco Aurélio disse haver provas de que se deu de forma irregular. Ele foi inocentado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Veja mais notícias em Política