07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Acusados de latrocínio de subtenente do Exército são condenados a mais de 20 anos de prisão

Publicado em 17 de novembro, 2017

Dênis de Oliveira e Marcelo Martins foram presos no dia 5 de abril passado e condenados pelo latrocínio do subtenente Ladeira. Foto: Arquivo

O juiz titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Luís Márcio Nascimento Albuquerque, condenou nesta quinta-feira (16), dois dos três acusados do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o subtenente do Exército brasileiro Wladimir dos Santos Ladeira.

O crime ocorreu por volta das 13h40 do dia 19 de março deste ano, na Feira da Compensa, localizada à rua Izaurina Braga (antiga rua São Pedro), na zona Oeste da capital.

Foragido

Dênis de Oliveira, o “Garnizé”, de 25 anos e Marcelo Martins Leal, o “Marcelinho”, de 21 anos, foram condenados pela autoria do crime. O terceiro acusado, Wander da Silva Melgueira, o “Espirro”, de 43 anos, teve o processo suspenso, pois encontra-se foragido.

Dênis foi condenado a 22 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado. Marcelo Leal, por sua vez, foi condenado a 21 anos e três meses de reclusão, em regime fechado, mas teve a pena reduzida em um ano em razão de ser menor de 21 anos na época do crime. Com isso, terá de cumprir 20 anos e três meses de reclusão.

Ambos estão recolhidos provisoriamente no sistema prisional da capital e, diante da condenação, o magistrado expediu guia de recolhimento e os mesmos deverão ser transferidos para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), nos próximos dias.

O crime

O subtenente do Exército Vladimir Ladeira, mais conhecido Ladeira, tinha 46 anos e estava na companhia de alguns amigos em um comércio que costumava frequentar na Feira da Compensa, quando foi abordado por dois homens armados que anunciaram o assalto.

O objetivo, segundo o inquérito policial, era roubar a arma do militar. No momento da abordagem, Ladeira fez menção de sacar a pistola, quando foi atingido com vários tiros.

Identificação

O militar ainda foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Durante as investigações, a Polícia Civil utilizou as imagens das câmeras de segurança da Feira e de comércios vizinho para chegar aos criminosos.

Além de Garnizé e Marcelinho, a polícia também indiciou Wander da Silva Melgueira, o Espirro, 43 anos. Ele trabalhava na banca de venda de peixe que Ladeira frequentava – e onde ocorreu a abordagem dos assaltantes –, sabia que o militar costumava andar armado e teria passado esta informação a Garnizé e Marcelinho.

A partir da prisão dos dois suspeitos, Wander se mudou do bairro da Compensa e desde então não foi encontrado pela polícia.

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